Cíntia Mariano, a madrasta Reprodução

Rio - Os peritos de defesa de Cintia Mariano Dias Cabral, madrasta acusada de envenenar e causar a morte de Fernanda Carvalho Cabral, de 22 anos, serão ouvidos durante a primeira o julgamento. A inclusão dos testemunhos na primeira audiência, marcada para o próximo dia 30, foi autorizada em decisão da desembargadora Monica Tolledo de Oliveira, do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ). 
Segundo a decisão da magistrada, a atitude do juiz do processo ao negar o pedido dos depoimentos feito pela defesa viola o princípio da paridade, que exige a igualdade de instrumentos de investigação, além do igual tratamento das partes envolvidas. "Com relação à oitiva dos peritos arrolados pela defesa, a negativa do magistrado configura o constrangimento ilegal ", diz decisão divulgada no Extra, neste domingo.
Cintia Mariano se tornou réu, no último dia 11 de julho, acusada de envenenar e causar a morte da enteada Fernanda Cabral, 22, e da tentativa de homicídio do enteado Bruno Cabral, 16. A decisão foi do juiz Alexandre Abrahão Dias Teixeira, da 3ª Vara Criminal da Capital.

Fernanda foi envenenada com chumbino e morreu no último dia 28 de março, depois de ficar 13 dias internada, parte deles intubada em leito de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

A decisão da 3ª Vara Criminal seguiu denúncia da promotora Carla Coutsoukalis, do Ministério Público (MPRJ). "A denúncia expôs, com clareza, os fatos criminosos e todas as suas circunstâncias. Consta ainda a qualificação da denunciada e a precisa tipificação dos crimes imputados", pontuou o juiz.