Rio - A Polícia Militar iniciou a Operação Impacto na Grande Tijuca, Zona Norte, nesta quinta-feira (22). A ação será realizada por 190 agentes, em áreas de policiamento do 6º BPM (Tijuca), como Tijuca, Andaraí, Grajaú, Maracanã, Praça da Bandeira e Vila Isabel. A expectativa é reduzir a incidência criminal da região, principalmente roubos. A força-tarefa conta com os Batalhões Tático de Motociclistas (BTM), de Choque (BPChq) e de Rondas Especiais e Controle de Multidão (Recom).
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Segundo a PM, as equipes contam com 58 viaturas e 26 motocicletas para patrulhar a área por tempo indeterminado. A coordenação da operação vai ficar baseada em frente ao Portão 2 do estádio do Maracanã, na Avenida Rei Pelé, onde haverá um carro-comando estacionado. As telas de monitoramento do veículo receberão imagens em tempo real das câmeras fixas da região, assim como das portáteis dos policiais e das embarcadas em viaturas, bem como de drones do Grupamento Aeromóvel (GAM).
"Temos realizado a Operação Impacto periodicamente em diferentes bairros e municípios para combater na maioria das vezes a prática de roubos. Os resultados têm sido bastante positivos, com reduções médias em torno de 40% nesses indicadores criminais", afirma o secretário de Estado da Polícia Militar, coronel Marcelo de Menezes Nogueira.
Os dois principais indicadores criminais visados pela Operação Impacto serão os roubos de veículos e roubos de rua. Segundo dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), foram registrados 662 roubos de veículos na área de policiamento do 6ºBPM, entre janeiro e dezembro de 2025, uma queda de 41,52% em comparação com os 1.132 ocorridos no mesmo período de 2024. Entretanto, o ISP aponta aumento de 20,77% nos roubos de rua. No ano passado, houve 4.099 casos e no anterior, 3.394.
"Constatamos uma tendência de redução nos números de roubos de rua e um pequeno aumento nos roubos de veículos, contrariando o acumulado dos 12 meses de 2025. Por isso, vamos combater com muito empenho todas as práticas de roubos", disse o comandante do 6ºBPM, tenente-coronel Rogério Brum de Souza.
De acordo com o presidente da Associação Empresarial e de Moradores Nova Tijuca e do Conselho Comunitário de Segurança da Grande Tijuca, o reforço no policiamento e ações mais ostensivas na área vinham sendo pleiteadas pelas entidades, que chegaram a fazer a demanda ao Governo do Estado e ao secretário da PM, já que o 6ºBPM não têm efetivo suficiente para patrulhar as mais de 700 ruas da região.
"Esse reforço vem ao encontro do nosso pedido, a gente acredita e tem certeza de que vai reduzir o número de roubos a trangeuns e veículos na região, por um simples fato de que com mais policiamento na rua, aumenta a capacidade de reação da polícia e do policiamento preventivo e ostensivo. Não tem como se fazer um policiamento adequado sem polícia, então com mais policiamento na rua, ainda mais com polícia qualificada como BPChq, gente tem a esperança de que os índices da região vão reduzir, sim", declarou João Alberto, que pediu que ação permaneça por bastante tempo na Grande Tijuca.
"O 6ºBPM já faz um bom trabalho, mas não tem estrutura suficiente para atender essa "mini cidade" que é a Grande Tijuca, que reúne perto de 500 mil pessoas, é uma região praticamente do tamanho de Niterói. Então, a gente precisa sim de reforço de policiamento e que essa operação fique por bastante tempo. E que, mais à frente quando ela acabar, que 6º BPM tenha o reforço de policiais que precisa para poder atender de forma adequada a região".
Violência na Grande Tijuca
Nos últimos meses, a Grande Tijuca tem enfrentado uma onda de violência. Na terça-feira (20), PMs do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) impediram um roubo de veículo, na Avenida Maracanã, uma das mais movimentadas da Zona Norte, e chegaram a atirar contra os assaltantes. Imagens gravadas por um morador mostram a dupla de motociclistas abordando um carro, e em seguida, uma viatura passa pela via com a sirene acionada, assustando os bandidos. Os criminosos tentaram fugir, mas acabaram presos. Com eles, havia um revólver, munições e dois celulares.
Em dezembro, a morte de um comerciante no Grajaú causou comoção entre os moradores do bairro, que chegaram a fazer uma manifestação pedindo segurança na região. Paulo Roberto Pires da Rocha, de 71 anos, foi assassinado com um tiro nas costas, em uma tentativa de assalto entre as ruas Sabará e Caçapava, onde morava. Há dez anos, a família da vítima já havia sofrido com violência, quando o filho do casal morreu baleado em Vila Isabel. Ele era tenente do Batalhão de Polícia de Choque (BPChq) da Polícia Militar.
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