Polícia realiza operação em comunidade na Taquara, Zona Sudoeste do RioReprodução de vídeo / X

Rio - A Polícia Militar realizou, nesta segunda-feira (13), uma operação na Comunidade dos Teixeiras, na Zona Sudoeste do Rio. A ação tinha como objetivo conter a movimentação de criminosos na região, palco de muitos confrontos. As equipes também buscaram esconderijos de armas e drogas em áreas controladas pelo Comando Vermelho, envolvido em disputas territoriais com a milícia.

A operação foi deflagrada por agentes do 18º BPM (Jacarepaguá), com apoio do Grupamento de Ações Táticas (GAT). De acordo com a corporação, os policiais também atuaram na remoção de barricadas e outros obstáculos instalados em vias públicas. Não houve registro de prisões ou apreensões.
O DIA apurou possíveis impactos da operação na região. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, as unidades funcionaram normalmente. Já a Secretaria Municipal de Saúde informou que uma unidade de Atenção Primária que atende a região manteve atendimento, porém as atividades externas realizadas no território, como as visitas domiciliares, foram suspensas. Vale lembrar que as escolas estaduais e municipais estão em recesso. 
Guerra entre traficantes e milicianos
A região tem sido alvo de uma guerra por controle territorial entre traficantes e milicianos nas últimas semanas. Na madrugada desta sexta-feira (10), um suspeito identificado como Lucas David de Paula morreu baleado durante uma troca de tiros entre criminosos em Rio das Pedras, também na Zona Sudoeste. Informações apontaram que os traficantes invadiram uma área conhecida como Sertão, dominada por milicianos, dando início ao confronto, por volta das 2h.
No dia 20 deste mesmo mês, mais um confronto entre criminosos e policiais terminou com três feridos e dois presos na localidade do Caranguejo. Na ação, os agentes apreenderam dois fuzis, duas pistolas e cinco granadas.

Polícia Civil encontrou um segundo cemitério clandestino utilizado por milicianos em Rio das Pedras em 18 de junho. Na ação, foi localizado, em uma área de mata, um poço com cerca de 20 metros de profundidade que era usado para ocultar corpos de vítimas.