Da esquerda para a direita: o secretário Washington Uchôa, a presidente da OAB Volta Redonda, Carolina Patitucci, e o advogado Renato OliveiraDivulgação/Secom PMVR
Antes de conseguir ser aprovado no exame da Ordem, Renato tinha dificuldade para ter acesso ao direito de tempo extra para a realização da prova. Ele detalhou o problema ao secretário da SMPD, Washington Uchôa, que pediu ajuda à presidente da OAB Volta Redonda, Carolina Patitucci.
“Quando o Renato nos procurou na secretaria para falar dessa dificuldade, a primeira coisa que fiz foi trazer a presidente da Ordem para expressar a ela o que estava acontecendo. Ele já havia tentado por quatro vezes. Falei para ela que o grande motivo dele estar sendo reprovado era porque não se fazia valer o direito dele, principalmente de estender o prazo para a realização da prova. A presidente Carolina, muito sensível com a causa, falou: ‘Vou fazer de tudo para fazer valer o direito e que ele consiga a carteira’. E realmente ele conseguiu. Com o apoio da Ordem e da Secretaria, hoje a gente pode chamá-lo de doutor Renato”, destacou Uchôa.
Renato explicou que por lei tinha o direito de contar com um ledor/transcritor, além de uma hora extra para a realização da prova, no entanto, seus pedidos eram indeferidos.
“Toda vez que eu solicitava, pediam laudos específicos sobre a minha baixa visão e o pedido era indeferido. A maior problemática para mim era o momento da transcrição, porque isso demanda muito tempo. São cinco horas de prova e como tenho este problema de visão, conto com um ledor. Essa pessoa também transcreve a prova em um rascunho e depois passa para o papel da prova. Ou seja, precisava desse tempo a mais”, disse.
Hoje, com o direito de exercer a profissão e a carteira da OAB em mãos, Renato comemorou, sem se esquecer de pessoas que passam pelo mesmo problema.
“É um sentimento muito bom, uma alegria muito grande com essa conquista, mas não podemos esquecer de quem passa por isso. É preciso termos responsabilidade, lutar e militar para promover a acessibilidade. O Poder Público precisa estar no combate à desigualdade, através da propagação do direito das pessoas com deficiência”, enfatizou Renato.
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