Creche Yanka Ximenes - Phelipe Santos/Divulgação
Creche Yanka XimenesPhelipe Santos/Divulgação
Por MARCO ANTÔNIO CANOSA

Passados dois meses das eleições municipais, o clima de campanha ainda prevalece em Magé, com acusações de lado a lado entre a atual gestão, liderada pelo prefeito Renato Cozzolino (PP) e a gestão anterior, de Rafael Tubarão (PSB). No pleito municipal, Rafael Tubarão apoiou o candidato Rogério do Valle (PL), que ficou em terceiro.

Na semana passada, a prefeitura de Magé, em nota enviada à imprensa, disse que "a secretária de Educação e Cultura, Jamille Cozzolino, está vistoriando, com uma equipe, todas as escolas e creches do município". 

Nessa vistoria, segundo a prefeitura, uma creche e uma escola foram encontradas sem nenhuma condição de uso. "A Creche Municipal Yanka Rodrigues Ximenes de Magalhães foi a maior surpresa negativa na vistoria da SMEC: banheiros sem portas, pias quebradas e infiltrações", diz a nota.

Outra unidade citada foi a Escola Municipal Desembargador Oswaldo Portella, onde, segundo a prefeitura, "foram encontrados veículos abandonados e salas com infiltração".

"É impossível uma criança estudar em uma escola nessas condições. Desde que assumimos, estamos trabalhando dia e noite. O nosso compromisso é oferecer uma Educação de verdade. Estamos avaliando as unidades e junto ao Departamento Pedagógico, as ações que precisaremos tomar em cada unidade", disse secretária.

Contestação

Procurada diante das denúncias a gestão anterior respondeu, através de sua assessoria de imprensa, que a Creche Yanka Rodrigues Ximenes passou por reforma: "foram feitas as obras necessárias (banheiros acessíveis, cozinha equipada e rampa acessível)" e que "o espaço que foi mostrado na matéria está desativado há 2 anos".

A nota anida diz que "o telhado que também foi reformado não resistiu ao vendaval do dia 31 de Dezembro".

Para comprovar sua versão, foram encaminhadas fotos à reportagem "da creche reformada, em reforma e destruída após os vendaval de 31 de Dezembro"

Sobre a escola Oswaldo Portela, a antiga gestão do município diz que "aquela área mostrada se trata de uma área desativada. Naquele local veículos destruídos e sem condições de uso eram guardados para aguardarem a autorização para encaminha-los para serem leiloados. Os alunos não tem acesso ao local".

A briga entre a atual gestão e a anterior ainda terá novos capítulos.

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