Agripino Magalhães
Agripino MagalhãesReprodução
Por O Dia
Uma semana depois de entrar com um recurso para afastar a promotora Cristiana Tobias de Aguiar Moeller Steiner do processo que move contra Neymar, Agripino Magalhães decidiu denunciar nova manobra no caso. Nesta quinta-feira (22), o advogado do  ativista LGBTI+, Angelo Carbone, descobriu que o delegado do 15º Distrito Policial (Itaim Bibi) pediu o sigilo na investigações. Igor Noya alegou que petição era para evitar os prejuízos financeiros e de imagem ao jogador de futebol. O Ministério Público contestou a solicitação e agora acabe a um juiz decidir sobre o segredo ou não da ação na Justiça.
"É um absurdo os crimes praticados pelo Neymar e seus 'parças', que incitam ódio e a violência contra a população  LGBTI+, e as autoridades preocupadas mesmo é com a imagem de um famoso jogador de futebol. Até quando as pessoas vão continuar passando pano para esses crimes e essas pessoas? É lamentável", reclama o ativista e Suplente de Deputado Estadual, em São Paulo.
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Agripino denunciou Neymar pelos crimes de homofobia, incitação ao ódio e ameaça de morte contra o modelo Tiago Ramos, ex-'padrastro' do craque, após uma briga com Nadine Gonçalves, em junho de 2020. Em março, o ativista foi ao 15º Distrito Policial para prestar seu depoimento sobre o caso. Aos policiais, ele afirmou que pessoas ligadas ao jogador o ameaçaram de morte e lhe ofereceram suborno para desistir do caso, o que ele não aceitou. Agripino ainda contou que precisou mudar de endereço residencial para manter sua integridade física, já que foi perseguido e teve seu celular roubado por dois indivíduos durante uma abordagem na rua.