Arlindo Paixão
Arlindo PaixãoReprodução internet
Por O Dia
Arlindo Paixão, o compositor 'Mongol', morreu nesta terça-feira (11), devido a complicações da Covid-19. O
artista, de 64 anos, tomava o coquetel de 'prevenção' do coronavírus, indicado por Jair Bolsonaro, há cerca de um ano e estava internado no Hospital da Fiocruz desde o dia 5 de maio. O compositor chegou a tomar a primeira dose da vacina contra a doença em abril.
Parceiro e amigo de infância de Oswaldo Montenegro, Mongol é autor de músicas famosas como 'Estrela de Néon', 'A Vida Quis Assim', 'Sempre Não é Todo Dia', 'Taxímetro', 'A Dama do Sucesso', 'Lume de Estrelas', 'Coisas de Brasília' e 'Agonia', esta última foi vencedora do Festival da Globo de 1980. Arlindo participou do grupo comandado por Montenegro, chamado 'Os Menestréis' e esteve nos musicais 'A Dança dos Signos', 'Léo e Bia' e 'Aldeia dos Ventos'.
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Além de compositor, era também ator e participou das peças de teatro 'O Rei do Mau Humor' e ''Vampiro Doidão'. Arlindo também fez a trilha sonora dos musicais 'João Sem Nome' e 'Brincando em Cima Daquilo', estrelado por Marília Pêra. Nos anos 1990 fundou a banda 'Akundum', dona da música de grande sucesso chamada 'Emaconhada', que misturava reggae e ritmos brasileiros. Atualmente, Arlindo estava matriculado no curso de psicologia da UniRio e seguia na produção e composição de músicas. Em janeiro deste ano, ele inscreveu a canção 'Canto Para Oyá' no Festival de Canto dos Araçás de música on-line e levou o prêmio de 'melhor letra'. O compositor deixa esposa, filhos e netos.