No guidom de bicicletas, vírus pode durar até 72 horas, proporcionando a contaminação de usuáriosfotos Estefan Radovicz

Bici, Magrela, Bike, Camelo, Kalunga são alguns dos sinônimos.
Ela ganhou, desde 2018, um dia para chamar de seu: 3 de junho. A escolha foi um consenso entre 193 países e, em seguida, implantada pela Organização das Nações Unidas (ONU). Poucos sabem, mas a sua criação está relacionada a um problema ambiental. E com a pandemia da Covid-19, foi quem garantiu a logística diante da explosão dos serviços de delivery. Completando 205 anos, chega aos dias atuais esbanjando vitalidade com a novidade do uso do modelo elétrico.

Objeto de trabalho dos entregadores

O serviço de aluguel no formato compartilhado foi a bases que garantiu o impulso das entregas em casa. O movimento chamado de cicloentrega já vinha crescendo antes da necessidade do isolamento. O estudo “Micromobilidade no sul global” aponta que 43% dos que usam para trabalhar, têm menos de 29 anos.
Para atender essa demanda emergente, a locadora criou o braço “last mile delivery”- pioneiro projeto no mundo em oferecer um serviço específico para atender aos entregadores. O iFood foi um dos primeiros parceiros, contabilizando mais de 2 milhões de pedidos entregues com as magrelas laranjinhas.

Criação
A primeira bicicleta foi feita pelo alemão Karl Von Drais, em 1817, para facilitar a vida da população que passava por um período difícil, não a toa, chamado de “ano sem verão”. Isso como efeito do acúmulo de cinzas no solo e atmosfera provenientes do vulcão Monte Tambora, que embora na Indonésia, mudou o clima em parte da Europa.
A população passava fome e os cavalos, responsáveis pelo transporte, morriam. E foi justamente a recém criada bicicleta quem ajudou a população a se deslocar nesse momento difícil. No entanto, ela era bem diferente da magrela atual. As primeiras não tinham pedais. O impulso era feito com os pés. De lá para cá, muitas mudanças até as modernas elétricas e com sensores inteligentes.

Bicicleta Elétrica

O Bike-Rio é o primeiro sistema de compartilhadas da América Latina a oferecer essa modalidade. Já chegou a disponibilizar mais de 4 mil viagens em um único dia com as e-bike do Itaú, como são conhecidas por conta do patrocínio do banco.
Em pesquisa da locadora Tembici, os principais impactos positivos percebidos no uso deste modelo: diminuição do tempo das viagens para 55% dos ouvidos e maior facilidade para subidas de ladeiras considerado por 29% dos entrevistados.

Recorde de pedaladas
A empresa de locação urbana registrou um aumento de 32% no número de viagens em comparação com maio do ano passado, conforme revela à Coluna, a gestora de negócios da Tembici, Marcella Bordallo.
"As laranjinhas vêm contribuindo, desde 2011, com a mobilidade oferecendo melhores condições de deslocamento para as pessoas e levando o Rio de Janeiro para o caminho das cidades inteligentes… Só comprova que cada vez mais pessoas estão utilizando a bike como transporte”.

Pedaladas em Comemoração
A malha cicloviária da cidade do Rio conta com cerca de 450 quilômetros. São 250 - na Zona Oeste, 130 -  na Zona Sul, 50 - na Zona Norte. Sem contar a integração do Boulevard Olímpico, no Centro, com o Aterro do Flamengo. No entanto, é Itaboraí quem promove, neste domingo, o “Pedal Ambiental” com percurso de 30 Km pelo Parque Natural Paleontológico de São José, incluindo o plantio de mudas nativas.
Já no Nordeste, amigos entre 50 a 80 anos, se reúnem para uma cicloviagem interestadual entre Arapiraca e Juazeiro do Norte, percorrendo uma distância de 580 Km durante 5 dias entre os estados de Maceió e Ceará.
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