Secretaria Estadual de Direitos Humanos exonera 44 funcionários fantasmas

Para identificá-los, a pasta fez um pente fino na folha de pagamentos e um 'cara crachá', com vistorias em todas as unidades

Por PALOMA SAVEDRA

Secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Fabiana Bentes
Secretária de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, Fabiana Bentes -

Rio - A Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos do Estado do Rio exonerou, desde o início do ano até agora, 44 funcionários fantasmas que estavam vinculados à pasta. Segundo a secretária Fabiana Bentes, para identificá-los foi feito o trabalho 'cara crachá' com visitas diárias nas unidades de atendimento do órgão, além de um pente fino na folha de pagamentos. Foi constatado que nenhum desses servidores demitidos ia aos locais onde teoricamente exerciam suas funções. 

Ainda em janeiro, o governador Wilson Witzel anunciou que deu essa tarefa a todo o secretariado. O objetivo, segundo ele, era encontrar "funcionários fantasmas". 

Bentes aponta que, dentro da meta dos primeiros cem dias do governo do Estado do Rio de Janeiro, também eliminou quatro das nove subsecretarias que existiam no governo anterior. Segundo a secretária, a medida levará a uma economia de R$ 6 milhões ao ano.

E, no início do governo, ela pediu ao governador Witzel a intervenção da Fundação para a Infância e Adolescência (FIA), o que de fato ocorreu. Em 31 de dezembro de 2018, a instituição contava com 258 funcionários, cuja folha salarial mensal era de R$ 216 mil. Três meses depois, a FIA diminuiu para 201 o número de servidores, ao custo de R$ 190 mil. E todos os contratos da fundação, que não tinham suas contas analisadas desde 2012, estão sendo revistos pela nova gestão.

"Vivemos um momento de retomada de credibilidade no Rio de Janeiro e o governo Witzel preza pela transparência. Como secretária de estado, minha obrigação é garantir a melhor gestão de recursos públicos para atender à população do estado", declarou Bentes. 

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