Servidores vão se reunir com presidente da Alerj para discutir reajuste às categorias

Reunião foi marcada depois de o funcionalismo protocolar ofício endereçado à presidência da Casa pedindo derrubada de veto do governador à recomposição salarial

Por PALOMA SAVEDRA

Representantes de diferentes categorias do Estado do Rio se reuniram na quarta-feira, na sede do Sindjustiça, e assinaram ofício
Representantes de diferentes categorias do Estado do Rio se reuniram na quarta-feira, na sede do Sindjustiça, e assinaram ofício -
Como prometido, funcionários públicos estaduais foram à Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) nesta quinta-feira e iniciaram um movimento pelo reajuste para todas as carreiras - englobando todos os Poderes. Integrantes do Fórum de Servidores do Estado do Rio protocolaram ofício endereçado à presidência da Casa pedindo audiência pública para discutir a situação do funcionalismo, além da derrubada do veto do governador Wilson Witzel aos artigos da LOA (Lei Orçamentária) de 2020 que garantiam reposição salarial.
Depois de encaminharam o documento — que também foi protocolado na Comissão de Servidores —, os funcionários saíram com uma resposta: foi marcada uma reunião com o presidente da Casa, André Ceciliano (PT), no próximo dia 12, às 11h. O objetivo é articular com Ceciliano e os demais parlamentares a garantia da recomposição salarial linear ao funcionalismo, que teve o último reajuste em 2014. 
 O ofício foi assinado por representantes de dezenas de entidades, após reunião realizada na sede do Sindjustiça, no Centro do Rio, na quarta-feira.

No encontro, também foram debatidas as ações do governo federal que afetam o setor público (como a reforma administrativa) e acertada a participação na Frente Parlamentar Mista em Defesa do Serviço Público, no Congresso Nacional - que terá reunião também no dia 12.
Categorias apontam defasagem salarial
Muitas categorias tiveram o último reajuste em 2014, mas algumas outras carreiras amargam defasagem salarial há muito mais tempo. É o caso de docentes da Uerj. 

"Nós da Uerj estamos desde 2001 sem recomposição salarial. Mas neste momento estamos juntos com os demais servidores estaduais por uma recomposição emergencial. Acreditamos ser uma questão de sobrevivência do funcionalismo do estado a derrubada dos vetos do governador", disse Renata Gama, segunda vice-presidente da Asduerj (Associação de Docentes da Uerj).

Presidente da Assemperj, associação que representa servidores do Ministério Público, Flávio Sueth ressaltou que as categorias não estão pleiteando aumento salarial, mas a reposição inflacionária.

"A recomposição inflacionária é um direito de todo trabalhador e está prevista tanto na Constituição Federal quanto nas regras do Regime de Recuperação Fiscal. E os servidores estão sem revisão desde 2014", afirmou.
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