Poderes do Rio se reúnem para discutir combate ao coronavírus e soluções para a economia

Nos bastidores do governo, ideia é suspender pagamento de restos a pagar na tentativa de amenizar queda que estado sofrerá na arrecadação

Por PALOMA SAVEDRA

Witzel reunirá, mais uma vez, os Poderes no Palácio Guanabara para discutir saídas em meio à pandemia
Witzel reunirá, mais uma vez, os Poderes no Palácio Guanabara para discutir saídas em meio à pandemia -
Depois de se reunirem na última semana, representantes dos Poderes Judiciário e Legislativo e órgãos independentes - Ministério Público, Defensoria e Tribunal de Contas - voltam a se encontrar nesta sexta-feira com o governador Wilson Witzel para discutir novas medidas de combate ao coronavírus. Witzel convocou todos para uma reunião às 11h, no Palácio Guanabara, para tratar também da economia fluminense, que sofrerá queda drástica na arrecadação. Witzel, aliás, já alertou para o risco de faltar dinheiro para salário do funcionalismo a partir de junho.

Pouco antes, às 9h, o governador receberá deputados da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) para abordar questões econômicas. Nos bastidores do governo, diz-se que os esforços agora são para, além de buscar evitar a disseminação da Covid-19, encontrar alternativas que diminuam o incontestável impacto que já ocorre nas finanças do estado, do setor privado e da população.

Em relação aos duodécimos (repasses orçamentários feitos pelo Tesouro estadual ao TJ-RJ, Alerj e demais órgãos), fontes ressaltam também que, se esse cenário perdurar, em junho o governo já enfrentará dificuldades para cumprir essa obrigação.

Apesar desse quadro alarmante, integrantes dos outros Poderes ouvidos pela coluna disseram que, neste primeiro momento, a preocupação é integralmente com a saúde dos servidores públicos e, claro, de toda a população fluminense.
Liquidação de restos a pagar suspensa
Também nos bastidores do governo, uma das medidas estudadas para amenizar os efeitos nos cofres estaduais é a suspensão do pagamento de restos a pagar (dívidas de 2019 'jogadas' para 2020).

No último dia 11, o secretário de Fazenda, Luiz Cláudio Carvalho, frisou, em audiência na Alerj, o empenho do governo em liquidar, até junho, os restos a pagar de R$ 4,4 bilhões. Desse total, R$ 1,4 bilhão já foi quitado.

Agora, diante da pandemia, o estado deve segurar essa conta e priorizar outros gastos, como salários e com a saúde.

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