Ampliação do tempo de coronéis no posto trava promoções na PM, reclamam militares
Projeto do governo Witzel aumenta dos atuais 4 anos para 6 anos a permanência do coronel na ativa; oficiais se queixam de que medida não vai oxigenar a corporação
Coronéis só podem ficar 4 anos no posto, de acordo com a leiReprodução Twitter
Por PALOMA SAVEDRA
O projeto de lei enviado à Assembleia Legislativa do Rio na semana passada pelo governo Witzel para que os coronéis da PM fiquem seis anos no posto atende a uma demanda desses oficiais. Atualmente, o Estatuto dos Policiais Militares (Lei 443 de 1981) só permite que o coronel - que é o posto máximo na hierarquia da PM - trabalhe por quatro anos no cargo. Completado esse período (e tendo no total 30 anos de tempo de serviço), eles têm se aposentar.
Mas apesar de a proposta ter atendido - e agradado - justamente ao anseio dos coronéis, por outro lado desagradou a outros oficiais, que esperavam e esperam ser promovidos. Isso porque enquanto o coronel (posto máximo da corporação) ficará mais tempo na função, outros oficiais vão amargar mais tempo na fila de espera para a ascensão na carreira militar.
Eles avaliam que, em um primeiro momento, isso será bom, por exemplo, para um tenente-coronel que está há 22 anos na ativa, que ficará um bom tempo como coronel (14 anos). Mas, depois, essa medida não irá oxigenar a corporação, aumentando o número de chefes na ponta.