Governo federal volta a defender digitalização para cobrir cargos vagos

Boletim do Ministério da Economia mostra que mais de 90 mil servidores públicos federais estão prestes a se aposentar

Por PALOMA SAVEDRA

Ministério lançou ontem boletim; maioria dos cargos comissionados é ocupada por servidores efetivos
Ministério lançou ontem boletim; maioria dos cargos comissionados é ocupada por servidores efetivos -

Dos cerca de 600 mil servidores federais, 91.849 vão se aposentar nos próximos anos, sendo 20.114 já em 2020. A estimativa consta do 1º Boletim da Administração Direta, Autárquica e Fundacional, lançado ontem pelo Ministério da Economia. E para cobrir os cargos vagos, a União vai investir em digitalização.

"Estamos atentos a essa tendência e, acompanhando os dados, estamos construindo políticas de otimização da força de trabalho, transformação digital, eficiência de sistemas, processos e estruturas, que buscam atender com mais qualidade as demandas da sociedade", declarou Paulo Uebel, secretário especial de Desburocratização e Governo Digital do Ministério da Economia.

Aliás, o ministro Paulo Guedes, titular da pasta, defende essa alternativa desde o início de sua gestão. Técnicos do ministério também sustentam essa ideia, e afirmam que novos concursos serão abertos para áreas estratégicas, como as jurídicas e de segurança pública.

Atualização semestral das informações

O documento traz informações de janeiro a junho deste ano, e os dados serão atualizados semestralmente. Ainda de acordo com o boletim, mais de 93% dos cargos de Direção e Assessoramento Superior (DAS) e das funções comissionadas da União são ocupados por servidores concursados.
Significa que do total de 84.470 cargos e funções comissionadas ocupadas até junho de 2020, apenas 5.517 foram destinadas para funcionários não efetivos.
O documento revela também que há 564.848 servidores ativos, sendo 52,80% homens e 47,20% mulheres. E a maioria deles, cerca de 60%, tem idade superior a 40 anos. E informa sobre as ações de modernização e redução de custeio oferecidas pela Secretaria de Gestão, como o TaxiGov, que já gerou economia de R$ 25 milhões. O programa já é utilizado nos deslocamentos a serviço dos funcionários de 38,25% dos órgãos (Distrito Federal, Rio e em São Paulo) e está sendo expandido.

Comentários