Dunga inicia trabalho testando força da Seleção contra rivais por vaga na Copa

Com eliminatórias a caminho, treinador encara Colômbia e Equador e compara como está o Brasil frente a vizinhos locais

Por rodrigo.hang

Estados Unidos - A meta óbvia de Dunga no início do seu trabalho na seleção brasileira é montar um time que passe bem pelo maior desafio até a Copa do Mundo de 2018: estar na Rússia daqui a quatro anos. Para isso, nada melhor do que medir forças menos de dois meses depois do fiasco no Mundial em casa contra adversários diretos por essas vagas.

Dia 5, sexta-feira, em Miami, o adversário será a Colômbia, sensação da Copa no Brasil e que deu muito trabalho ao time de Luiz Felipe Scolari nas quartas de final. Os colombianos estiveram melhores colocados que o Brasil no ranking da Fifa em 10 das últimas 12 atualizações mensais . Hoje, estão em quarto. O Brasil é sétimo. Depois, dia 9, o Brasil enfrenta o Equador, em Nova Jersey.

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"O foco maior nesse momento é a eliminatória, que já faz parte da Copa do Mundo. E vamos nos preparar com esse foco", disse Dunga no dia da sua convocação.

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O primeiro compromisso valendo pelas eliminatórias é daqui um ano, mas antes o Brasil terá conhecido bem seus rivais. Além da Colômbia e do Equador, nos próximos dias, a seleção enfrenta a Argentina em outubro e terá duas Copas Américas, em 2015 e 2016, para medir forças contra seus rivais locais.

"A Colômbia melhorou muito com a entrada do (técnico José) Pekerman. Deu personalidade, mais técnica, ficou mais combativa, competitiva. A Colômbia sempre teve jogadores fortes fisicamente, mas era um time muito desorganizado e que não tinha obediência tática. Hoje vê uma equipe obediente taticamente. Ela joga e deixa jogar", avaliou o técnico antes de assumir o cargo durante a Copa do Mundo.

Gilmar Rinaldi, diretor de seleções da CBF, aprovou a escolha por rivais locais nesses primeiros amistosos da seleção brasileira sob o comando de Dunga.

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"As seleções passam a se conhecer melhor e isso é válido. Vamos tentar aproveitar essa oportunidade da melhor forma. Medir nosso nível contra nossos rivais sul-americanos vai apontar os rumos que teremos pela frente", disse.

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Como nas últimas edições da Copa do Mundo, a América do Sul terá quatro vagas diretas para a competição de 2018, na Rússia. O quinto dos 10 países filiados à Conmebol ainda terá a chance de conseguir a vaga por repescagem. Hoje o Brasil está atrás de três seleções sul-americanos no ranking da Fifa: Argentina, Colômbia e Uruguai, que estão em segundo, quarto e sexto, respectivamente.

O Chile, 12º, e o Equador, 21º, foram além dessas seleções citadas, as outras equipes do continente que jogaram a Copa do Mundo. O Brasil é o único país que esteve em todas as edições de Copas.

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