Seleção Brasileira estreia na Copa América neste domingoDivulgação

Por ESTADÃO CONTEÚDO
A seleção brasileira voltou do Paraguai após a vitória sobre os donos da casa, por 2 a 0, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo, nesta terça-feira (8), sem receber a primeira dose da vacina contra Covid-19. Incertezas sobre a aplicação da segunda dose inviabilizaram os planos de imunização do departamento médico da CBF. Embora a vacinação não seja obrigatória para a disputa da Copa América, jogadores e funcionários que desejassem receberiam as doses.
A vacinação da Seleção Brasileira aconteceria na sede da Conmebol, em Assunção. A dúvida sobre a aplicação da segunda dose motivou a desistência da CBF. A confederação sul-americana recebeu 50 mil doses do laboratório chinês Sinovac Biontech para os membros das seleções e clubes de seus dez países filiados. As vacinas são distribuídas para os elencos profissionais do futebol sul-americano, tanto masculinos quanto femininos. Árbitros e comissões técnicas estão incluídos.
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O departamento médico da seleção esperava receber uma autorização, por meio de portaria do Ministério da Saúde, para importar as vacinas e aplicá-las no país. Mas não conseguiu. Os participantes da Copa América não entraram no grupo prioritário do Plano Nacional de Imunização (PNI), medida que foi adotada para os atletas que vão disputar os Jogos de Tóquio. De acordo com a legislação atual, as vacinas que entram no país devem ser destinadas ao SUS (Sistema Único de Saúde).
Também existe preocupação do corpo médico da seleção quanto ao melhor momento de aplicação da segunda dose. As vacinas da Sinovac precisam ser aplicadas com um intervalo de até 28 dias. Com isso, a imunização seria completada durante a Copa América, o que não é recomendado pelos especialistas. Existe a possibilidade de reações após a vacinação, como febre e dores musculares. Além disso, muitos atletas vão voltar para a Europa, o que poderia causar conflito entre os laboratórios fabricantes das vacinas, em caso de aplicação da segunda dose por lá.
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O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou na segunda-feira, 7, que a vacinação das comitivas não será obrigatória. "Exigir-se a vacinação ou vacinar os atletas neste momento não traria imunidade até o início da competição", afirmou Queiroga, durante entrevista coletiva nesta segunda-feira. Segundo o coordenador operacional da competição, André Pedrinelli, os jogadores e comissão técnica dos países participantes farão um teste diagnóstico para a covid-19 a cada 48h.