Lateral ucraniano Vasyl Kravets, do Sporting Gijón, quer ajudarseu país na guerraDivulgação/Sporting Gijón

Com a invasão da Rússia à Ucrânia na quinta-feira, o lateral-esquerdo Vasyl Kravets, que atua no Sporting Gijón (ESP), disse que gostaria de defender o seu país na guerra. O ucraniano fez a declaração em uma entrevista à Rádio Marca e não participou do treino desta sexta-feira. Entretanto, ele admitiu que nunca usou uma arma, mas quer ajudar seu povo.
"Quero ir para a guerra e ajudar minha gente. Mas não posso ajudar porque não sei como atirar, como me mover, como recarregar uma arma. Mas a verdade é que quero ajudar. Se puder, iria para o front defender meu território. É obrigação no coração dos ucranianos. Sou jogador de futebol, não sei atirar, mas se a Ucrânia precisar, eu vou", disse Kravets.
Na mesma entrevista, o lateral afirmou que se for convocado pela Ucrânia para a guerra avisará ao Gijón e irá diretamente para o seu país. Ele também falou sobre o sofrimento com familiares que estão no meio do confronto.
"Não durmo nada. Minha mãe me chama, diz que escuta disparos. Estou treinando e só penso no meu país, na minha família. Minha mulher chora oito, dez vezes por dia. Estão matando as pessoas, os civis, em hospitais. Não quero dizer que é culpa da Rússia, mas de Putin (presidente da Rússia). Somos um país que quer viver tranquilo. Não queremos atacar ninguém", completou.
O jogador de 24 anos está no futebol espanhol desde a temporada 2016/17. No ano passado, foi emprestado pelo clube da segunda divisão para o Lech Poznan, da Polônia.