Por fabio.klotz

Rio - O departamento de futebol blindou o time do Flamengo contra qualquer estilhaço da bomba Luiz Antonio. Nesta sexta-feira, o volante apareceu no Ninho do Urubu pela primeira vez desde que estourou seu suposto envolvimento com uma quadrilha de milicianos da Zona Oeste. Mas o volante só foi ao CT à tarde, quando os jogadores relacionados para a partida deste domingo, contra o Coritiba, já haviam embarcado para a capital paranaense. Exemplos como os de Robinho, Ronaldo e Neymar ajudaram na tomada de decisão.

Luxa protege o elenco para evitar crise maior no FlamengoCarlos Moraes

O clube não virou as costas para Luiz Antonio. Ao contrário, deu-lhe retaguarda para ficar afastado de suas atividades até que prestasse depoimento à polícia. Evita, porém, deixar que o assunto mine a equipe em meio à luta contra o rebaixamento à Série B do Brasileiro.

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Vanderlei Luxemburgo usara a mesma tática em 2004, quando dirigia o Santos. À época, Robinho só voltou a atuar após sua mãe ser libertada do domínio de sequestradores por um mês.

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O caso mais recente que pesou na escolha de manter Luiz Antonio fora do time principal foi o de Neymar na Copa. Embora o jogador tenha ido se tratar em casa, depois de sofrer a fratura na vértebra, nas quartas de final contra a Colômbia, o problema permaneceu presente na concentração. Antes da semifinal contra a Alemanha, a seleção brasileira entrou em campo com máscaras para homenagear o seu camisa 10. E sofreu a maior derrota em cem anos de história: 7 a 1.

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“Estamos aqui para falar do Coritiba”, limitou-se a responder Vanderlei, ao ser perguntado sobre Luiz Antonio.

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A escalação de Ronaldo, em 1998, quando sofreu uma convulsão na véspera da final da Copa, contra a França, também serviu de exemplo.

Vanderlei arma time para fazer 1 a 0

O Flamengo vai jogar como time pequeno para se manter na Série A e reafirmar a sua grandeza. Vanderlei Luxemburgo afirma que a equipe precisa primeiro pensar em não sofrer gol e, depois, tentar, numa bola, decidir a partida. Foi assim que o Rubro-Negro bateu o Sport.

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Para isso, o treinador aposta nas bolas paradas. Nesta sexta, ele deu atenção especial às cobranças de falta e escanteio, inclusive com jogadas ensaiadas. Preocupado, Vanderlei pediu aos cinegrafistas que não filmassem as repetições e aos fotógrafos que mudassem de lugar, a fim de evitar que o posicionamento do ataque fosse enquadrado pelas lentes.

“A realidade nua e crua do Flamengo é essa. Jogador não pode acreditar em Papai Noel”, disse o técnico.

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