Guapimirim – Stephani Ferreira Peixoto, de 35 anos, a mulher que matou os dois filhos a golpes de faca em Guapimirim, teve o pedido de liberdade provisória negado pelo Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), em audiência ocorrida na última quarta-feira (12/1).
Na decisão, a juíza Mariana Tavares Shu enfatizou ser ‘imprescindível manter a prisão da ré, para garantir a segurança dela mesma e também da população. Os crimes chocaram a cidade e tiveram repercussão nacional.
“Inicialmente, cabe ressaltar que não há nada que indique ilegalidade na prisão do(s) custodiado(s), tratando-se de flagrante formal e perfeito, nos termos do artigo 302, II, do CPP, não havendo que se falar, portanto, em relaxamento da prisão em tela”, sustentou a magistrada.
A juíza Mariana Shu também converteu a prisão em flagrante para prisão preventiva, ou seja, sem prazo para soltura.
“A conversão da prisão em flagrante em prisão preventiva da custodiada é necessária como medida de garantia da ordem pública, porque crimes como esse comprometem a segurança de moradores da cidade de Guapimirim e da própria custodiada – pois se solta, corre o risco de linchamento público –, impondo-se atuação do Poder Judiciário, ainda que de natureza cautelar, com vistas ao restabelecimento da paz social concretamente violada pela conduta do custodiado”, justificou a juíza.
Os crimes completam uma semana nesta segunda-feira (17). No último dia 10 de janeiro, Stephani Peixoto assassinou os dois filhos, Bruno Leonardo, de 6 anos, e Arthur Moisés, de 3 anos.
Após cometer o duplo homicídio, Stephani Peixoto cortou os pulsos numa suposta tentativa de suicídio. Atualmente, ela está num hospital psiquiátrico no Complexo Penitenciário de Bangu, na Zona Oeste da cidade do Rio de Janeiro.
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