"Circo de Pulgas": infantojuvenil com dramaturgia e direção de Flávia Lopes mescla palhaçaria, música, poesia e teatro de formas animadas para resgatar a magia do circo-teatro itinerante
"Circo de Pulgas": infantojuvenil com dramaturgia e direção de Flávia Lopes mescla palhaçaria, música, poesia e teatro de formas animadas para resgatar a magia do circo-teatro itinerante
Obra é encenado no casarão do Solar do Jambeiro
O Estrela Prateada é um circo-teatro que carrega uma certa nostalgia de um passado glorioso que não existe maisImagem Divulgação
Por O Dia
Niterói - Mesclando a palhaçaria, a música, a poesia e o teatro de formas animadas, a dramaturgia e direção de Flávia Lopes nos conduzem para a história da sonhadora Ermínia Tcha Tcha, última artista da sua geração. Filha, neta, bisneta e tataraneta de figuras ancestrais do circo-teatro, ela continua montando a lona do Estrela Prateada em lugares difíceis de acessar. O espetáculo é uma metáfora do artista que tem como ofício mostrar o mundo com olhos de poesia a quem ainda não o viu.
A trajetória deste circo-teatro é contada e vivida pela idealizadora do projeto, a atriz Vanessa Dias, ao lado de seres inimagináveis como o homem-pássaro e Shirley, a pulga acrobata. A personagem, uma figura que “não faz nada certo”, como sua mãe pensou alto, era o orgulho do pai, o grande palhaço Bartholo, que dizia que ela nasceu mesmo foi para ser palhaça.
“Ermínia Tcha Tcha é um ser poético, que tem amor pelo seu ofício e muito orgulho de ser palhaça. A relação com o passado reacende a memória de algo que está no imaginário de uma infância não cronológica, que vê beleza e graça em uma trilha de formigas no caminho, na vida em um ovo de pulga, na lagarta que vira borboleta, no algodão doce que desmancha na boca e no cheirinho de café no fim da tarde”, destaca Flávia Lopes, convidada por Vanessa Dias para escrever e dirigir esta montagem.
Karina Neves e Jonas Hocherman assinam a direção musical e a trilha sonora, em uma pesquisa musical que rompe fronteiras culturais e passeia pelos ritmos do mundo. O cenário e figurino de Carlos Alberto Nunes resgata a memória do universo de circo-teatro e propõe uma pesquisa rica em detalhes. O visagismo da personagem é assinado por Mona Magalhães, que reforça a imagem da palhaçaria e dos vestígios de um tempo saudoso.
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O projeto “Circo de Pulgas” tem patrocínio do Governo Federal, Governo do Estado do Rio de Janeiro e Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, através da lei Aldir Blanc.
Ficha Técnica:
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Idealização e atuação: Vanessa Dias
Dramaturgia e Direção: Flávia Lopes Direção Musical e Música Original: Karina Neves e Jonas Hocherman Adereços, cenário e figurino: Carlos Alberto Nunes Visagismo: Mona Magalhães Criação e confecção de bonecos: Vanessa Dias Criação e confecção de máscara/acento: Flávia Lopes Músicos: Ajurinã Zwarg - Bateria e percussão João Bittencourt - Sanfona e teclado Jonas Hocherman - trombone, trombone baixo e tuba Karina Neves - Flauta baixo, flauta, flautim e percussão Pedro Franco - Violão, violino e bandolim Sonoplastia: Tito Neves Mixagem e Masterização: Bruno Danton Costureira: Katia Barbosa e Selma Eli Cenotécnico: Marcos Souza Técnico de cenário: Fernando Queiroz Oficineira: Vanessa Dias Filmagem e edição - espetáculo: Chamon Audiovisual Edição do vídeo - oficinas: Guilherme Fernandes Intérprete de Libras: Jadson Abraão Designer gráfico: Manu Calmon Mídias sociais: Manu Calmon Fotografia: Renato Mangolin Assessoria de imprensa: Lyvia Rodrigues | Aquela que Divulga Produtor executivo: Fernando Queiroz Produção: Bárbara Galvão e Fernanda Pascoal | Pagu Produções Culturais
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SERVIÇO:
Temporada online: 10 (partir das 11h) a 18 de abril de 2021.