Suspeito de matar traficante Tuchinha da Mangueira é preso pela PM

Wallace Cardoso, conhecido como "Noco", foi preso em casa no bairro Riachuelo por policiais do 3º BPM (Méier)

Por adriano.araujo , adriano.araujo

Wallace Cardoso%2C conhecido como "Noco"%2C é suspeito de ser o assassino do traficante Tuchinha da MangueiraDivulgação

Rio - Policiais do 3º BPM prenderam, nesta quarta-feira, Wallace Cardoso, conhecido como "Noco", suspeito de matar o traficante Francisco Testas Monteiro, o Tuchinha, no Morro da Mangueira, em setembro de 2014. De acordo com a PM, Noco foi preso em casa, no bairro Riachuelo.

Ele é o terceiro criminoso preso por participação na morte de Tuchinha, ex-chefe do tráfico da Mangueira, morto na comunidade com pelo menos 13 tiros e golpes de faca. As investigações apontam que ele vinha sendo seguido há pelo menos seis horas antes do crime.

Tuchinha estava lavando seu carro, uma Land Rover Discovery placa KNU-5272 na cor verde musgo, na Rua da Prata, quando foi atacado pelos criminosos.

Através de uma rede social, os traficantes Alan Tomé, o Palhacinho, e Erivaldo Pereira Miranda, o Lourival da Mangueira, comemoraram o assassinato. Estes dois, assim como Simão Mesquita Freitas, também já estão presos. 

Junto com o trio, também foram denunciados pelo Ministério Público do Rio Douglas Henrique Lourenço, o Menininho; Sergio Gouvêa, o Nego 10; e Jean Carlos Ramos Tomaz, o Beni. Eles ainda estão foragidos.

Tuchinha dizia que tinha deixado o crime

?Tuchinha deixou a prisão em 2011, quando passou a trabalhar com o Afroreggae. Em outubro daquele ano, ele esteve na Mangueira para dar uma palestra onde contava sua história. Segundo o ex-traficante, ele queria mostrar aos jovens que o crime não compensa e que todos podem mudar de vida. “Perdi minha juventude na cadeia. Me arrependo. Quero mostrar aos jovens que o crime não compensa para que eles não precisem sofrer na carne o que eu sofri”, disse.

Na ocasião, ele relembrou como entrou para o crime. Ele disse que o motivou foi vender um carro a ‘gerente’ do tráfico na Mangueira e não receber o dinheiro. “Tomei o carro, e ele ameaçou me matar. Passei a andar armado para me defender e parei de trabalhar. Depois, comecei a roubar”, contou ele, que após convite do cunhado, Ricardo Gonçalves da Silva Gomes, o Ricardo Coração de Leão, virou traficante. “Trabalhava muito e fiz o lucro aumentar”, disse o ex-integrante do Comando Vermelho.

Tuchinha mudou de facção e, quando foi preso, ficou em cela sozinho por medo de morrer. Ele conta que teve receio de ser morto por policiais para quem, segundo ele, perdeu mais de R$ 1 milhão após sequestro.

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