O ato foi articulado ontem, quando representantes da CSN e do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense não conseguiram chegar a um acordo para evitar cortes, numa reunião intermediada pela Gerência Regional do Trabalho de Volta Redonda.
De acordo com o padre Juarez Sampaio, três questões serão debatidas durante o ato: demissão zero, permanência do turno de seis horas e nenhuma perda dos direitos dos trabalhadores, caso as demissões sejam realmente efetivadas. Participaram da preparação do ato lideranças sociais, religiosas, entidades e sindicatos.
“Convocamos essa reunião para dar continuidade às nossas atividades de resistência a esse pacote de maldades programado pela CSN, que tem imposto à população sucessivos problemas, como na questão da poluição industrial pesada que despeja diariamente sobre o município. Não vamos nos omitir. Vamos lutar junto a esse povo que sofre com suas famílias”, justificou Juarez Sampaio.
Para o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Sílvio Campos, está havendo “insensibilidade da CSN” em relação às questões trabalhistas. “A CSN está indignando cada vez mais os moradores de Volta Redonda, pois trata os operários, pais de famílias, apenas como números, como matrículas, e não como seres humanos”, argumentou Sílvio.
“Estamos dando continuidade e fortalecendo ainda mais a união de toda a sociedade organizada em torno de um grande pacto em defesa das conquistas dos trabalhadores da CSN, como o turno de seis horas, que no passado custaram, por exemplo, o massacre pelo Exército dos operários Willian, Walmir e Barroso”, lembrou José Maria da Silva, da Comissão Ambiental Sul, grupo que reúne lideranças comunitárias de diversos segmentos no município.




