Secretária de Saúde de Nova Friburgo, Nicole Cipriano, prestou esclarecimentos na Câmara de Vereadores
Secretária de Saúde de Nova Friburgo, Nicole Cipriano, prestou esclarecimentos na Câmara de VereadoresDivulgação
Por Paula Valviesse
A Secretária de Saúde de Nova Friburgo, Nicole Cipriano, participou, nesta terça-feira (18/05), da sessão proposta pela Câmara de Vereadores de Nova Friburgo para esclarecimento da situação da Saúde no município em sua gestão. A sabatina, que começou por volta das 14h, durou mais de cinco horas e os parlamentares puderam tirar dúvidas com a secretária e sua equipe. 
Nicole falou mais 1h20 na abertura na sessão, relatando as ações realizadas até o momento, principalmente no enfrentamento à pandemia de Covid-19, e também detalhando como estava a situação da Saúde ao assumir a pasta, em janeiro.
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“Quando assumi, em 17 de janeiro, me deparei com uma Secretaria desestruturada, podemos dizer sem nada, sem nenhum contrato. O Hospital Municipal Raul Sertã, no dia 2 de janeiro, estava sem suporte de oxigênio, restando apenas 30 metros cúbicos. Os contratos não tinham sido renovados, a lavanderia estava parada, não tinha combustível para a frota, uma situação caótica”, afirmou a secretária.
Em sua explanação, a secretária destacou questões que vem sendo fiscalizadas pelo Ministério Público, pelos vereadores e também pelo Conselho Regional de Medicina (Cremerj), especialmente nos últimos dois meses, como a falta de equipamentos, materiais e mão de obra, tanto no Raul Sertã, quando no Hospital Maternidade Doutor Mário Dutra de Castro.
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Segundo Nicole, quanto ao déficit de profissionais, o município tem encontrado dificuldades em contratar médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, informando que o Hospital Municipal Raul Sertã tem atuado com um número muito pequeno de médicos no pronto-socorro, tendo sido feitas várias chamadas de profissionais para completar o quadro, sem sucesso.
“Tentamos a contratação, mediante autorização do Ministério Público, de mão de obra médica, em caráter emergencial, com salário mais alto, sem sucesso. Abrimos novo chamamento, 25 profissionais se inscreveram, mas pouquíssimos quiseram assumir, continuando assim sem profissionais no pronto-socorro”, informou Nicole.
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Sobre a necessidade de contratação, a gestora ainda antecipou um pedido de ajuda por parte da Câmara de Vereadores: “Estamos agora com um novo método, que está em avaliação pela Procuradoria do município. Como os salários estão defasados, consideramos buscar junto a essa Casa o amparo necessário para que possamos oferecer um ‘bônus Covid’, para oferecer aos profissionais da linha de frente. Uma gratificação para médicos, enfermeiros, técnicos, maqueiros, que tem seus abaixo, visto a impossibilidade de aumento desses salários por lei”.
Depois de falar diretamente aos parlamentares, foi iniciada a sabatina, tendo os vereadores em suas perguntas abordados os mais diversos temas relacionados à Saúde, como questões de contratos emergenciais para aquisição de medicamentos; o serviço de alimentação no hospital municipal; denúncias de falta de materiais e equipamentos de proteção; demissão e contratação de equipe de limpeza na unidade de saúde; entre outros.
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Sobre a situação da pandemia, dois assuntos foram destaque: a possível falta de kits intubação e o centro de triagem montado em Olaria, na Via Expressa. Sobre os kits, Nicole respondeu que o município não chegou a ficar sem, mas sofreu uma diminuição de alguns itens, como de um sedativo importante, usado na intubação e que se faz necessário não só para os casos de Covid-19, mas também para os internados no CTI não Covid e na unidade coronariana. Para suprir a necessidade de alguns itens, ela relatou que o município efetuou trocas com outras unidades de saúde, o que é um procedimento padrão, e tem publicado contratos emergenciais para aquisição de mais insumos.
Já sobre o centro de triagem, Nicole Cipriano anunciou que está sendo planejado pela Secretaria de Saúde a abertura de mais um centro, possivelmente no distrito de Conselheiro Paulino, com o objetivo de facilitar o acesso da população. No entanto, ela destacou que não é possível ampliar muito esse atendimento, porque o município possui apenas três equipamentos utilizados para realização do exame de Covid-19.
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