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Arte e inclusão social em feira

A 12ª edição da 'Rio Artes Manuais' vai até domingo com diversas oficinais e exposições

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Feira reúne 50 expositores no Centro de Convenções SulAmérica
Feira reúne 50 expositores no Centro de Convenções SulAmérica -

Rio - Um ambiente que reúne arte e inclusão social. Assim é a 12ª edição da 'Rio Artes Manuais', uma das maiores do país, que fica até domingo no Centro de Convenções SulAmérica, na Cidade Nova. O evento conta com a divulgação de obras de 50 expositores e oferece oficinas gratuitas de vários tipos de artesanato. Entre as atividades, o destaque vai para a arteterapia, cujo propósito é envolver os pacientes em estado de fragilidade mental em práticas artísticas que estimulam a sensibilidade humana e a melhora da qualidade de vida.

Nesse tom, a Secretaria Municipal de Saúde do Rio marca presença com trabalhos de profissionais do Centro de Atenção Pscicossocial (Caps). O estande conta com arte em tela, pintura em tecido com stencil, crochê, confecção de chaveiros, bordados e colares. A artista visual Cida Mansur, de 55 anos, trabalha no CAPS Lima Barreto, em Bangu, atendendo 20 pacientes, em duas turmas semanais, divididos em atividades de papel marchê e pintura em discos de vinil. Durante toda feira, os artistas-pacientes expõem seus trabalhos "A arte gera saúde, promove qualidade de vida e abre caminhos", contou Cida.

O DIA também conta um estande no evento, que tem um espaço destinado ao 'Coisas da Luisa', coluna publicada aos domingos, com trabalhos manuais.

A campanha 'Sapatinhos do Bem', encabeçada pela primeira-dama do Rio, Sylvia Jane Crivella, também tem sua versão na feira. Cinco mil sapatos de crochê foram confeccionados e serão doados às maternidades municipais. O evento vai das 10h às 19h e o ingresso é R$ 18. Mais informações no rioartesmanuais.com.br.

 

Pintura com a boca vira sucesso

O pintor Jefferson Maia, 53, utiliza a boca para expressar arte. Há nove anos ele foi atingido por tiro em um assalto e ficou tetraplégico. Diante do maior desafio de sua vida, buscou alternativas nos esportes adaptados, mas acabou enveredando pelas artes.

Atualmente, ele participa da Associação dos Pintores com a Boca e os Pés (APBP), com sede na Suíça. No mundo inteiro, pessoas como o Jefferson enviam suas obras à organização e recebem, após avaliação, bolsas de estudos em artes visuais, além de planos de carreira. "Pessoas com lesões graves como eu são excluídas do mercado, mas iniciativas como a 'Rio Artes Manuais' e a APBP não têm intenção de acolher coitadinhos, são oportunidades reais", disse Jefferson.

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Jefferson Maia ficou tetraplégico há nove anos e participa de uma associação de pintores com sede na Suíça fotos Márcio Mercante

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