Ministério questiona PUC sobre casos de racismo nos Jogos Jurídicos

Em um dos casos, uma casca de banana foi jogada na quadra contra um atleta negro. Em outro episódio, uma aluna foi chamada de macaca

Por O Dia

Estudantes protestaram no Centro Acadêmico de Direito da PUC
Estudantes protestaram no Centro Acadêmico de Direito da PUC -

Rio - O Ministério dos Direitos Humanos, por meio da Secretaria Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, vai ser reunir com a reitoria da PUC-Rio para apurar os crimes de racismo, que envolvem alunos da instituição, ocorridos no último fim de semana durante os Jogos Jurídicos, em Petrópolis.

A reunião, solicitada nesta quinta, será conduzida pelo secretário Nacional de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, Juvenal Araújo, que pedirá esclarecimentos à universidade sobre o comportamento da torcida da PUC-Rio no evento esportivo. Na ocasião, alunos da Uerj, UFF e Universidade Católica de Petrópolis disseram terem sido vítimas de racismo. Em um dos casos, uma casca de banana foi jogada na quadra contra um atleta negro. Em outro episódio, uma aluna foi chamada de macaca. Segundo denúncias, em cinco meses teriam ocorrido cinco casos de racismo na PUC da Gávea.

Juvenal acredita que o mais grave foi a postura passiva da reitoria em não apurar os atos anteriores. "Todos os crimes de racismo devem ser punidos com penas que sirvam de medida reparatória e exemplar para toda sociedade brasileira", destacou. Além da retirada do título de campeão geral da competição, a PUC-Rio foi suspensa por um ano dos Jogos Jurídicos.

"Nossos canais de denúncia (Disque 100 e Proteja Brasil) estão a inteira disposição da sociedade para o registro dessas e de outras violações de direitos. Ainda estamos longe do ideal de respeito à cultura afro-brasileira, mas vamos intensificar nossas ações a fim de eliminar a chaga do racismo que lamentavelmente persiste em nossa sociedade", disse o ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha.

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