Disque Denúncia oferece recompensa para prender envolvido na morte de policial em Acari

Jhodson Nascimento de Souza, o Carré, é apontado como o principal participante do assassinato do inspetor Ellery de Ramos Leite, no último dia 12 de junho

Por O Dia

Carré já foi preso em 2016
Carré já foi preso em 2016 -

Rio - O Disque Denúncia informou, neste sábado, que está oferecendo uma recompensa de R$ 5 mil para quem der informações que ajudem na prisão de Jhodson Nascimento de Souza, o Carré, de 24 anos. Ele é apontado como o principal participante no envolvimento da morte do policial civil Ellery de Ramos Leite, de 51 anos, no último dia 12 de junho, na Favela de Acari. Contra Carré, inclusive, há um mandado de prisão em aberto pela participação no crime.

Ellery era chefe de Investigações da Delegacia de Combate as Drogas (DCOD). O inspetor foi assassinado com um tiro na cabeça durante uma operação da Polícia Civil contra o tráfico de drogas na comunidade da Zona Norte da cidade.

Jhodson já tinha sido identificado como um dos principais participantes do crime no dia seguinte ao assassinato do policial. Ele é cunhado de Rogério dos Santos Nascimento, o Crânio, chefe do tráfico em Acari e que foi preso na Bahia, no dia da morte na comunidade.

Carré já foi preso em 2016, por ser o "radinho" do tráfico de drogas de Acari. Ele já tem uma condenação, de março de 2017, confirmada em Segunda Instância, por associação para o tráfico, quando foi preso com uma pistola calibre .40, carregadores e uma granada. Atualmente, ele seria segurança de uma das lideranças do tráfico da comunidade, Alessander Mesmer Fernandes, o Formigão ou Boateng, de 39 anos.

Quem tiver qualquer informação sobre a localização de Jhodson pode entrar em contato por um dos seguintes canais: Whatsapp ou Telegram do Portal dos Procurados: (21) 98849-6099; Central de Atendimento do Disque Denúncia: (21) 2253-1177; Facebook/(inbox): www.facebook.com/procurados.org/; ou pelo aplicativo "Disque Denúncia RJ".

A entidade afirma que todas as denúncias são anônimas e que as informações que receber serão encaminhadas à ao Grupo de Ação Conjunta (GAC) - formado pelo Núcleo de Investigação de Morte de Policiais da Delegacia de Homicídios da Capital (NIMP-DH) e pelo Grupo de Pronta Resposta da Coordenadoria de Inteligência da Polícia Militar (GPRI-PMERJ) - encarregado do caso e que tem como prioridade prender os envolvidos na morte de agentes da segurança do estado.

O traficante é apontado como o principal suspeito no envolvimento da morte do inspetor Ellery - Divulgação / Disque Denúncia

Outras prisões

Até o momento, já foram presos dois envolvidos na morte do policial. O mais recente foi Felipe Abreu de Souza, o Abelha, apontado como um dos chefes do tráfico de drogas de Acari. Ele, que tem 39 anos, foi detido em Pernambuco, no último dia 21.

A primeira prisão do caso aconteceu no dia 15, quando Edvan Silva Dias, o Vagner Love, foi detido. Ele foi encontrado em uma força tarefa envolvendo oito unidades policiais nas favelas de Acari, Amarelinho, Parada de Lucas, Vigário Geral e Pedreira.

Vagner Love (à esquerda) foi preso no dia 15 e Abelha (à direita) no dia 21 - Divulgação / Polícia Civil

Acari

Considerada o maior posto de distribuição de entorpecentes da facção Terceiro Comando Puro (TCP), a Favela de Acari costuma ser alvo de várias operações das polícias Civil e Militar. Investigações apontam que a cocaína e a maconha que chegam à comunidade vêm de outros estados, como São Paulo.

Os seguranças que atua com as lideranças do tráfico da acomunidade costumam utilizar armas de grosso calibre.

Além de Boateng, os outros chefes do tráfico local seriam Carlos Eduardo Sales Cardoso, o Capilé, de 35 anos; e Roberto Pacheco de Souza, o Traquinas, de 29, gerente geral.

O inspetor Ellery morreu no último dia 12 - Arquivo Pessoal

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Carré já foi preso em 2016 Divulgação / Polícia Civil
O inspetor Ellery morreu no último dia 12 Arquivo Pessoal
O traficante é apontado como o principal suspeito no envolvimento da morte do inspetor Ellery Divulgação / Disque Denúncia
Vagner Love (à esquerda) foi preso no dia 15 e Abelha (à direita) no dia 21 Divulgação / Polícia Civil

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