Após denúncias de assédio em redes de ensino, alunas realizaram uma manifestação no Centro do Rio - Divulgação
Após denúncias de assédio em redes de ensino, alunas realizaram uma manifestação no Centro do RioDivulgação
Por O Dia

Rio - Estudantes de diversas escolas pediram o fim do assédio escolar, na tarde desta sexta-feira, em uma manifestação no Centro do Rio. Desde a última sexta, alunas têm usado as redes sociais para denunciar assédios praticados por professores. A hashtag #AssédioÉHábitoNoPensi foi um dos assuntos mais comentados no Twitter com diversos relatos de alunas, ex-alunas e ex-funcionárias da rede de ensino. Já na segunda-feira, alunas de diversas unidades do Colégio Miguel Couto realizaram um ato contra o assédio de professores e monitores. 

O protesto desta sexta-feira teve concentração na Candelária, seguiu pela Avenida Rio Branco e teve como destino final a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). "Precisamos urgentemente de um novo olhar sobre o assédio. Não nos calaremos", disseram as organizadoras na convocatória do ato. 

Por causa da manifestação, o Centro de Operações da Prefeitura (COR) chegou a interditar parcialmente a Avenida Rio Branco, a partir da altura da Avenida Presidente Vargas. No entanto, a via já foi totalmente liberada. 

Denúncia de assédio em unidade do Miguel Couto - WhatsApp O Dia

Denúncias de assédio enviadas para o WhatsApp do DIA

O WhatsApp do DIA (21 98762-824) recebeu denúncias de estudantes, ex-alunas e funcionárias, e também pais de alunas do Colégio Miguel Couto.  "Um professor fazia comentários desnecessários o tempo todo. Ficava alisando todas as meninas e olhando como se fosse devorar a gente. Já me puxou pela nuca segurando meu cabelo", disse uma aluna da rede. "Um professor me chamava constantemente no Facebook puxando assunto, quando me via passando na rua principalmente", relatou outra. 

Procurada pelo DIA, a rede informou que repudia qualquer tipo de assédio e discriminação. "Em todas as unidades, responsáveis e alunos estão sendo recebidos para exporem seus relatos a fim de que se possa verificar as ocorrências e tomar eventuais providências", diz trecho do comunicado emitido pela instituição

Pensi diz que medidas implementadas vão desde afastamentos cautelares até advertências e demissões

O Pensi informou nesta quinta-feira, que está apurando internamente as denúncias e que ações firmes estão sendo tomadas como a instauração do Comitê de Ética, que inclui agentes externos e é composto majoritariamente por mulheres, responsável pela apuração dos fatos e implementação de ações rigorosas para banir casos de assédio e discriminação, está em ação.

"Toda denúncia está sendo avaliada individualmente pelo comitê e cada caso está sendo tratado com a responsabilidade e seriedade que a situação exige. Uma série de medidas estão sendo implementadas, nos casos pertinentes, que vão desde afastamentos cautelares até advertências e demissões. O processo de avaliação das denúncias será contínuo, com o Comitê trabalhando permanentemente em relação a essa questão", disse a instituição em nota. 

A escola também diz que está construindo uma parceria com a Comissão OAB Mulher, grupo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/RJ) especializado em temas relacionados às mulheres, para apoiar na definição de políticas e ações sobre a questão do assédio. Também estamos contatando outras instituições de credibilidade, cujos nomes serão divulgados proximamente, para participar desse processo.

 

 

Você pode gostar