Notebook tinha informações sobre registros de propina e foi jogado em lago por Carlos Miranda - Reprodução TV / Globo News
Notebook tinha informações sobre registros de propina e foi jogado em lago por Carlos MirandaReprodução TV / Globo News
Por O Dia

Rio - Agentes do Corpo de Bombeiros resgataram um notebook que tinha registros de propina e que foi jogado em um lago há quatro anos na fazenda de Carlos Miranda em Paraíba do Sul, no Sul Fluminense. As imagens foram divulgadas pela Globo News. O homem é apontado como operador financeiro no esquema de corrupção que seria liderado pelo ex-governador Sérgio Cabral. 

Miranda contou em depoimento que tinha jogado o computador no local quando a Operação Lava Jato começou. Ele disse que era no equipamento que guardava as planilhas com as transações do grupo de Cabral.

Notebook tinha informações sobre registros de propina e foi jogado em lago por Carlos Miranda - Reprodução TV / Globo News

“Eu joguei no lago da minha fazenda, em Paraíba do Sul, no intuito de destruir a prova”, contou Miranda em depoimento. Ele teria recebido R$ 7 milhões em propina, em pagamentos mensais, de acordo com a denúncia.

Nas planilhas, estariam os pagamentos feitos ao então procurador-geral de Justiça do Estado, Cláudio Lopes, denunciado na terça-feira por formação de quadrilha, corrupção passiva e ativa, além de e quebra de sigilo funcional, crimes cometidos entre o final de 2008 e dezembro de 2012.

Cláudio Lopes foi afastado de suas funções por 60 dias por decisão do procurador-geral em exercício, Ricardo Ribeiro Martins. O ex-procurador-geral, que é acusado de corrupção, vai continuar recebendo o salário de R$ 30.471,10.

O afastamento de Lopes foi publicado na quinta-feira em primeira mão pelo blog Justiça e Cidadania. Por enquanto, Lopes, denunciado ao Órgão Especial do Tribunal de Justiça (TJ), por receber propina do esquema do ex-governador Sérgio Cabral, não pode atuar na 6ª Câmara Criminal e nem como membro do Conselho Superior do Ministério Público (MP).

 

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