Após mortes na Babilônia, Crivella vai rever, de novo, índice de chuvas para acionar sirenes

As sirenes da comunidades não tocaram e o prefeito alegou que as chuvas na região "não alcançaram índices consideráveis". Na região choveu 39 milímetros em uma hora, abaixo dos 45 milímetros necessários para o acionamento das sirenes

Por O Dia

Marcelo Crivella em coletiva no Centro de Operações Rio (COR)
Marcelo Crivella em coletiva no Centro de Operações Rio (COR) -

Rio - Em entrevista coletiva nesta terça-feira, o prefeito Marcelo Crivella disse que o índice pluviométrico mínimo para o acionamento de sirenes em comunidade vai ser revisto — de novo— após as duas mortes no Morro da Babilônia, no Leme, na noite de ontem. As sirenes da comunidades não tocaram e o prefeito alegou que as chuvas na região "não alcançaram índices consideráveis". É a segunda revisão em menos de dois meses.

"Sem dúvida esse incidente na Babilônia vai nos fazer rever essa situação. Lamento profundamente que a Defesa Civil não tenha tido a oportunidade de ir lá, são muitas casas no Rio que são construídas em áreas inapropriadas", disse Crivella.

A região da Babilônia registrou 39 milímetros em uma hora, abaixo dos 45 milímetros necessários para o acionamento das sirenes. "Vamos estudar, nesses lugares críticos, diminuir ainda mais o índice pluviométrico, para tentar remediar problemas", falou.

Em fevereiro, uma semana após o forte temporal que causou sete mortes, a prefeitura do Rio já havia anunciado a redução dos índices pluviométricos para o acionamento nas sirenes nas comunidades da cidade. Na época, o valor era de 55 milímetros por hora e foi reduzido para 45mm/h. 

O prefeito Crivella também anunciou que pretende negociar com o Jockey Club, na Gávea, o espaço para a construção de galerias pluviométricas na região do Jardim Botânico, sempre bastante castigada pelas chuvas.

Crivella também culpou a "histórica" falta de investimentos na cidade e de auxílio do Governo Federal. "Nossas parcerias com o governo federal, nesse primeiro ano de governo Bolsonaro, praticamente pararam", discursou, afirmando que contratos que foram assinados no ano passado, na gestão de Michel Temer, dependem de autorização do atual governo para serem colocados em prática.

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