Ladrilheiro faz vigília na Muzema à espera de informações de quatro familiares

Ailson Ferreira procura por notícias do primo, da mulher e os dois filhos dele

Por RAFAEL NASCIMENTO

Familiares acompanham os trabalhos dos agentes de perto
Familiares acompanham os trabalhos dos agentes de perto -

Rio - "Desde o que aconteceu (o desabamento), a gente fica na expectativa de alguma notícia. Seja boa ou ruim. O coração está apertado". Esse é o lamento do ladrilheiro Ailson Ferreira, de 38 anos, quem tem quatro familiares desaparecidos em um dos edifícios do condomínio Figueiras do Itanhangá, na Muzema, Zona Oeste do Rio.

Desde sexta-feira, parentes de algumas vítimas que estão desaparecidas peregrinam no entorno do edifício em busca de notícias. No caso de Ailson, ele busca informações do desaparecimento de Jefferson Batista, Carla Batista, Enzo e Arthur; pai, mãe e filhos.

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De segunda a quinta-feira, por conta da chuva forte que atingiu o bairro, as quatro pessoas dormiram no restaurante de Jefferson, na Gardênia Azul. Na madrugada de quinta, depois das chuvas, as vítimas decidiram ir para casa. "Na sexta, parou um pouco e eles vieram para casa. Chegaram era 1h e pouco e de manhã aconteceu isso", lembra Adilson, primo de Jefferson.

Décimo primeiro corpo foi encontrado na manhã desta segunda - Daniel Castelo Branco / Agência O Dia

Vindos de Caçimba de Dentro, na Paraíba, a família vivia no local havia um ano. "Estamos na vigília de encontrá-los vivos. Temos esperança. Esperamos que eles estejam em algum bolsão de ar e estejam vivos. Eles moravam aqui há cerca de um ano e nunca falaram problema de estrutura", lembra o primo.

A família mora no primeiro andar de um dos edifícios. O Corpo de Bombeiros já encontrou o carro, documentos e brinquedos das quatro vítimas. Entretanto pai, mãe e filhos não foram achados.

Mais de 100 agentes trabalham no local - Daniel Castelo Branco / Agência O Dia

Carla faria aniversário na sexta

Carla Batista fez aniversário no dia do desabamento. Segundo parentes e amigos, a família foi para o apartamento porque familiares e amigos fariam um aniversário surpresa para a mulher. Entretanto, a comemoração não aconteceu.

Cerca de 100 militares, entre agentes co Corpo de Bombeiros e Exército estão ajudando nas buscas. 

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Familiares acompanham os trabalhos dos agentes de perto Daniel Castelo Branco / Agência O Dia
Mais de 100 agentes trabalham no local Daniel Castelo Branco / Agência O Dia
Décimo primeiro corpo foi encontrado na manhã desta segunda Daniel Castelo Branco / Agência O Dia

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