PM monta base móvel do Batalhão de Choque em Angra dos Reis  - Divulgação / Polícia Militar
PM monta base móvel do Batalhão de Choque em Angra dos Reis Divulgação / Polícia Militar
Por O Dia
Rio - A Polícia Militar montou, na manhã desta segunda-feira, uma base móvel do Batalhão de Choque (BPChoque) em Angra dos Reis, na Costa Verde. De acordo com a corporação, as equipes estão atuando no município por tempo indeterminado. 
Nesta manhã, militares fazem uma operação na comunidade do Camorim Grande. Até o momento, não há registro de prisões ou apreensões, segundo a PM. 
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A base móvel do Choque chega uma semana após uma megaoperação da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core), da Polícia Civil, fazer uma megaoperação em várias comunidades de Angra para encontrar criminosos suspeitos de tráfico. Na ocasião, o governador Wilson Witzel, o prefeito da cidade Fernando Jordão, e o secretário de Polícia Civil Marcus Vinicius Braga acompanharem de um helicóptero a ação. 
O aumento da criminalidade em Angra dos Reis fez com que, em agosto do ano passado, o prefeito decretasse situação de emergência na área da segurança pública. "A grave situação enfrentada pela nossa cidade está cerceando o direito fundamental de ir e vir dos cidadãos, impedindo que serviços públicos essenciais sejam realizados em determinadas localidades controladas pelo tráfico. A situação está insustentável. Não podemos aceitar isto", disse o prefeito através de comunicado enviado pela assessoria de comunicação à época.
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Ainda segundo a nota, a insegurança na cidade poderia resultar no pedido de desligamento das usinas nucleares. Após a Intervenção Militar no Rio chegar ao fim, em dezembro do ano passado, o decreto foi revogado.
No ano passado, 245 pessoas morreram por conta da violência na cidade. Nos primeiro quatro meses deste ano o número já chega a 48.
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Entenda
A guerra em comunidades da cidade começou quando, em meados do ano passado, o Comando Vermelho (CV) decidiu avançar em regiões dominadas pelo Terceiro Comando Puro (TCP) e a milícia. Criminosos oriundos de Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio — expulsos pela milícia — migraram para a Costa Sul Fluminense. A comunidade do Frade, então, foi dominada pelo CV causando uma gerra que vem há meses assustando moradores e turistas.
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Outra região dominada pelos criminosos é a Comunidade do Belém. Nesta área, o TCP é quem comanda. Para não perder o controle, a solução encontrada pelos bandidos foi uma aliança com criminosos do Morro do São Carlos, no Estácio, Zona Norte do Rio, após uma tentativa de invasão do CV. Bandidos da Comunidade Belém estão em guerra com criminosos rivais, que atualmente dominam as comunidades do Frade e do Areal.
 
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