História da deputada Flordelis é marcada por tragédias e foi retratada em filme

Deputada federal mais votada do Estado do Rio, pastora evangélica já teve a vida retratada em filme. O assassinato do marido é mais um capítulo dramático da vida de Flordelis dos Santos Souza

Por O Dia

Deputada federal Flordelis (PSD-RJ) fala sobre morte do marido, o pastor Anderson do Carmo, dentro da casa do casal em Niterói
Deputada federal Flordelis (PSD-RJ) fala sobre morte do marido, o pastor Anderson do Carmo, dentro da casa do casal em Niterói -
Rio - O assassinato do marido é mais um capítulo dramático da vida de Flordelis dos Santos Souza, de 58 anos. Deputada federal mais votada do Estado do Rio de Janeiro, a pastora evangélica filiada ao PSD já teve a vida retratada em filme. "Flordelis - Basta uma Palavra para Mudar", lançado em 2009, com Bruna Marquezine, Cauã Reymond, Letícia Spiller, Deborah Secco, Reynaldo Gianecchini e Letícia Sabatella.
Flordelis nasceu e cresceu na Favela do Jacarezinho, na Zona Norte do Rio. Aos 14 anos perdeu o pai e um irmão, mortos em um acidente de carro. Trabalhou como balconista em uma padaria e acompanhava a mãe, Calmozina Motta, em uma rotina evangélica, da qual participava cantando e tocando guitarra.

Galeria de Fotos

Flordelis na região do Jacarezinho, onde começou atuação como missionária evangélica Divulgação
Flordelis é missionaria evangélica, cantora e deputada federal Divulgação
Anderson do Carmo e Flordelis Reprodução
Anderson do Carmo e Flordelis Reprodução
Anderson do Carmo e Flordelis Reprodução
Anderson do Carmo e Flordelis Reprodução
Flordelis e Anderson Carmo: pastor pode ter sido vítima de execução e filho é suspeito Reprodução
Flordelis Divulgação
Posteriormente casou, teve filhos e foi abandonada pelo marido. Em 1993, aos 32 anos, decidiu iniciar um trabalho social com usuários de drogas. No mesmo ano, conheceu Anderson do Carmo de Souza, com quem se casou no ano seguinte. "Nunca planejei ter tantos filhos", contava à imprensa. Uma das primeiras a ser adotadas foi abandonada na Central do Brasil.
Um mês depois, houve uma matança na estação. "De uma vez, apareceram na minha casa 37 crianças." Pressionada pelo Juizado de Menores, chegou a ficar foragida para não deixar ninguém da "família". "Catorze eram bebês que tinham entre um e três meses", contou, na divulgação do filme. Para acomodar 55 filhos (43 mulheres e 12 homens, 4 biológicos), Flordelis e o marido construíram uma casa de dez quartos. Ela se lançou como cantora em 1998 e em 2007 fundou o Instituto Flordelis de Apoio ao Menor.

Assassinato

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