Laudo mostra tiro de fuzil contra Ágatha, mas balística não identifica a arma

O laudo foi apresentado nesta quarta-feira, na Delegacia de Homicídios da Capital (DHC)

Por Anderson Justino

Menina foi baleada, no dia 20 de setembro, no Complexo do Alemão
Menina foi baleada, no dia 20 de setembro, no Complexo do Alemão -
Rio - O fragmento encontrado no corpo de Agatha Vitória Félix é "compatível" com o de fuzil, diz ludo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli. O exame ficou pronto nesta quarta-feira. A perícia ainda aponta inconclusão para o confronto balístico, não conseguindo determinar de qual arma partiu o disparo que ocasionou a morte da menina. A criança morreu na madrugada do último sábado, após ser baleada no Complexo do Alemão, na Zona Norte do Rio.
O laudo do Instituto Médico Legal (IML) aponta Agatha morreu por decorrência de lacerações no fígado, rim direito e vasos no abdômen.
Representante de três dos oito PMs envolvidos na ocorrência que resultou na morte de Agatha Vitória Félix, de 8 anos, o advogado Felipe Simão, disse que seus clientes afirmaram em depoimento, à Polícia Cívil, que efetuaram três disparos de fuzil, na noite da última sexta-feira, no Complexo do Alemão.
De acordo com ele, apenas dois policiais fizeram os disparos. "Eles tiveram que atirar para se proteger de um ataque criminoso".
Ainda segundo o advogado, os policiais declararam que foram atacados por um homem que estava na garupa de uma moto. Após o primeiro disparo, houve disparos de outros traficantes na direção dos agentes. "Disparos foram em legítima defesa, somente para cessar o ataque criminoso. Os policiais envolvidos na ocorrência são experientes, já estão mais de um ano naquela região. Se um PM tivesse acertado a menina, a mesma não teria tronco para enterrar. Pois teria levado um tiro de fuzil direto".
"O local é extremamente estratégico para a PM controlar a violência da comunidade e para o tráfico tentar se movimentar. Policiais estão sofrendo ataques do tráfico no local há bastante tempo, com intuito de retirar a PM dali. Ao todo, foram 11 PMs vitimados neste local covardemente. Agora o tráfico só buscou nova estratégia para retirar a polícia de lá através da mídia", finalizou.
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