Polícia Civil rebate declaração de Bolsonaro: 'Instituição de estado, não de governo'

Presidente acusou governador de conduzir investigação para prejudicá-lo. Instituição diz que investigação do caso Marielle é conduzida com imparcialidade

Por O Dia

Bolsonaro e Witzel
Bolsonaro e Witzel -
Rio - Momentos depois de o presidente Jair Bolsonaro (PSL) ter acusado o governador Wilson Witzel (PSC) de conduzir as investigações do caso Marielle Franco (Psol) com a Polícia Civil para tentar incriminá-lo, a secretaria divulgou uma nota sobre a afirmação. No comunicado, a corporação afirma que é uma "instituição de estado, não de governo".
Já nesta manhã, Bolsonaro alegou que Witzel quer manchar a sua imagem com uma "falsa acusação" de que ele "poderia estar envolvido na morte" de Marielle".
Na nota emitida, a Polícia Civil alegou que o governador "não interfere na apuração dos homicídios de Marielle e Anderson, nem teve acesso aos documentos do procedimento investigativo, assim como em quaisquer outras investigações".
Confira a nota na íntegra!
A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro é uma instituição de estado, não de governo, com 211 anos de serviços prestados à sociedade fluminense. Todas as investigações são conduzidas com absoluta imparcialidade, técnica e observância à legislação em vigor.

O governador Wilson Witzel não interfere na apuração dos homicídios de Marielle e Anderson nem teve acesso aos documentos do procedimento investigativo, assim como em quaisquer outras investigações.

A Polícia Civil reafirma que a investigação desse caso é conduzida com sigilo, isenção e rigor técnico pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), sempre em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro.
Caso Marielle continua subordinado à Polícia Civil do Rio, diz MPRJ
Em nota divulgada no início da tarde desta quarta-feira, o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) informou que "as investigações destinadas a apurar a participação de possíveis outros envolvidos nos homicídios da vereadora Marielle Franco e seu motorista Anderson Gomes continuam integralmente à cargo da Delegacia de Homicídios, que é subordinada à Secretaria de Polícia Civil do Rio".
"A atividade investigatória em questão é permanentemente acompanhada pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco/MPRJ) e se processa sob sigilo decretado pelo Juízo de Direito do 4º Tribunal do Júri da Comarca da Capital Fluminense".
Polícia Civil do Rio diz que Witzel não interfere na apuração do caso Marielle
A Polícia Civil informou que o governador do Rio, Wilson Witzel (PSC), "não interfere na apuração dos homicídios de Marielle Franco e Anderson Gomes, nem teve acesso aos documentos do procedimento investigativo, assim como em qualquer outra investigação".
"A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro é uma instituição de estado, não de governo, com 211 anos de serviços prestados à sociedade fluminense. Todas as investigações são conduzidas com absoluta imparcialidade, técnica e observância à legislação em vigor", informou a nota da polícia.

"A Polícia Civil reafirma que a investigação desse caso é conduzida com sigilo, isenção e rigor técnico pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), sempre em parceria com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro."
Uma assinatura que vale muito

Contribua para mantermos um jornalismo profissional, combatendo às fake news e trazendo informações importantes para você formar a sua opinião. Somente com a sua ajuda poderemos continuar produzindo a maior e melhor cobertura sobre tudo o que acontece no nosso Rio de Janeiro.

Assine O Dia

Comentários