"Eu não apresentei minha defesa prévia, não houve julgamento, não ouviram testemunhas. A única testemunha que ouviram foi do outro lado. Como é que você prende alguém que ouviu dizer? A Justiça no Brasil não é isso", Garotinho criticou ao deixar a cadeia.
ACUSAÇÃO
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Garotinho e Rosinha são acusados pelo Ministério Público estadual (MPRJ) pelo superfaturamento de R$ 62 milhões em contratos celebrados entre a Prefeitura de Campos dos Goytacazes e a construtora Odebrecht, para a construção de casas populares dos programas Morar Feliz I e Morar Feliz II. Os crimes teriam acontecido durante os dois mandatos de Rosinha como prefeita do município do Norte Fluminense, entre 2009 e 2017. Entre 2015 e 2016, seu esposo foi secretário municipal.
As licitações supostamente superfaturadas envolveram mais de R$ 1 bilhão, e, segundo o MPRJ, deram um prejuízo de mais de R$ 62 milhões aos cofres públicos. Segundo a acusação, a Odebrecht pagou R$ 25 milhões de propina no âmbito de tais contratos.