Suspeito de contratar matador por R$ 200 mil contra vereador de Nilópolis é preso

Polícia Militar prendeu na segunda-feira um homem que estava foragido desde maio do ano passado, suspeito de envolvimento na tentativa de homicídio contra o vereador de Nilópolis Roberto de Barros Batista (PTB), o Betinho, que é policial civil

Por O Dia

Ronaldo Izidoro estava foragido desde maio de 2019
Ronaldo Izidoro estava foragido desde maio de 2019 -
Rio - A Polícia Militar prendeu na segunda-feira um homem que estava foragido desde maio do ano passado, suspeito de envolvimento na tentativa de homicídio contra o vereador de Nilópolis Roberto de Barros Batista (PTB), o Betinho, que é policial civil. Segundo as investigações, Ronaldo Izidoro teria recebido a ordem do presidente da Câmara Municipal da cidade Jorge Henrique da Costa Nunes (SD), o Dedinho, para contratar um matador de aluguel para executar o adversário político. O plano não deu certo.  
Ronaldo Izidoro foi preso por policiais militares da UPP Parque Proletário na Avenida Brás de Pina, na Penha, na manhã de segunda-feira. O preso foi abordado enquanto conduzia um veículo na via. Durante a revista no automóvel, foram localizados um revólver calibre 38, munições, duas placas balísticas, uma capa de colete, joias e dinheiro. O caso foi registrado na 21ª DP, informou a PM.
Segundo as investigações, a desavença começou depois que Dedinho antecipou uma eleição para o comando da Câmara de Vereadores. Isso teria irritado Betinho, que protocolou na Justiça um pedido para barrar a votação. Em represália, Dedinho mandou Ronaldo Izidoro contratar Fernando Boia de Faria para executar Betinho por R$ 200 mil.
No dia 9 de maio de 2019, policias civis da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) realizaram a operação Dedo Podre em vários pontos do Rio e da Baixada para cumprir quatro mandados de prisão e outros três de busca e apreensão. Entre os presos, estava o presidente da Câmara de Vereadores de Nilópolis, Jorge Henrique da Costa Nunes (SD), conhecido como Dedinho. Desde então, Ronaldo Izidoro estava foragido. 
De acordo com as investigações, Fernando terceirizou os serviços para uma outra pessoa, que acabou revelando o plano para o próprio Betinho. Fernando acabou morto pela própria organização por não ter conseguido matar Betinho. O motorista dele sofreu uma tentativa de homicídio.

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