Chefe da milícia de Itaboraí é preso em casa de luxo na Região dos Lagos

Ex-PM conhecido como 'Playboy' é apontado como um dos autores de chacina que deixou 10 mortos

Por O Dia

Polícia Civil prende chefe da milícia de Itaboraí
Polícia Civil prende chefe da milícia de Itaboraí -
Rio - Policiais da Delegacia de Homicídios de Niterói, São Gonçalo e Itaboraí (DHNGI) prenderam, nesta terça-feira, o ex-PM Alexandre Loback Geminiani, conhecido como Playboy, chefe da milícia de Itaboraí. Ele foi preso em Araruama, na Região dos Lagos. Loback é apontado como um dos líderes e braço financeiro da milícia e é suspeito pela chacina ocorrida em Itaboraí em fevereiro de 2019, onde 10 pessoas foram assassinadas. 

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Chefe da milícia de Itaboraí é preso em casa de luxo em Araruama, Região dos Lagos Reprodução
Chefe da milícia de Itaboraí é preso em casa de luxo em Araruama, Região dos Lagos Reprodução
Chefe da milícia de Itaboraí é preso em casa de luxo em Araruama, Região dos Lagos Reprodução
Chefe da milícia de Itaboraí é preso em casa de luxo em Araruama, Região dos Lagos Reprodução
Polícia Civil prende chefe da milícia de Itaboraí Divulgação / Disque Denúncia
O miliciano foi encontrado em uma casa de luxo em Araruama junto com um homem, também foragido da justiça e mais outros três, que possuíam anotações criminais, como tráfico de drogas, receptação, roubo, porte ilegal de arma de fogo, lesão corporal. Segundo os agentes, a casa possuía diversos quartos, área gourmet, espaço de jogos e piscina.
De acordo com a especializada, o ex-PM teria ameaçado um delegado após ser informado de que estaria sendo investigado. Ele era um dos procurados no Disque-Denúncia.

No dia da operação "Salvator", que tinha como objetivo desarticular e prender 74 milicianos em Itaboraí, Loback teria conseguido fugir após pular da janela do quarto andar do prédio onde estava, no centro da cidade. Mesmo com a queda, ele escapou do cerco.

Ainda segundo a polícia, a milícia que o ex-policial chefiava foi responsável por diversos homicídios na cidade, onde muitas das vítimas eram moradores que não conseguiam pagar as extorsões da organização criminosa.

Loback responde pelos crimes de homicídio qualificado, porte ilegal de arma de fogo, extorsão e organização criminosa, entre outros.

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