O governador em exercício, Cláudio Castro - Luciano Belford/Agência O Dia
O governador em exercício, Cláudio CastroLuciano Belford/Agência O Dia
Por O Dia
Rio - Em seu segundo dia como governador em exercício, o vice-governador do Rio, Cláudio Castro (PSC), deu expediente nesta sábado, no Palácio Guanabara, sede administrativa do governo estadual, que fica em Laranjeiras, zona sul da capital fluminense. Castro, que estava em Brasília na sexta-feira, quando foi comunicado da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de afastar do cargo o governador Wilson Witzel (PSC), investigado por suspeitas de integrar um esquema de corrupção, se reuniu com o secretário de Estado de Saúde, Alex Bousquet.

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Wilson Witzel no Palácio Laranjeiras em pronunciamento após afastamento do STJ Cléber Mendes
Pastor Everaldo, chegando a sede da Policia Federal, zona portuaria do Rio Reginaldo Pimenta
O secretário de Estado de Saúde, Alex Bousquet Daniel Castelo Branco
O governador em exercício, Cláudio Castro Luciano Belford/Agência O Dia
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"Não podemos deixar que nada tire nosso foco da pandemia. Saúde é prioridade, por isso, o acompanhamento sistemático para manter nossas ações na capital e no interior. Vamos unir nossos esforços com outras esferas de poder e trabalhar com diálogo e parceria, além de reforçar os instrumentos de controle e transparência", disse Castro, em nota. 
Bousquet apresentou ao governador mudança nos critérios de notificação dos casos da Covid-19 e reforçou o aumento na quantidade de testes aplicados. "Continuaremos tendo autonomia técnica para tomar as decisões corretas na área da saúde e que trabalharemos em conjunto. Nosso foco é fazer o melhor para a população", frisou Bousquet.
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O caso que levou ao afastamento de Witzel envolve justamente gastos com saúde. As investigações incluem o depoimento, em delação premiada, do ex-secretário de Estado de Saúde Edmar Santos, também acusado de participar do esquema. Para a Procuradoria-Geral da República (PGR), o esquema poderia arrecadar R$ 400 milhões a Witzel ao longo de todo o mandato.
O governador afastado negou as acusações, chamou a delação do ex-secretário de "mentirosa" e se disse vítima de perseguição política.
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Castro, que também é investigado pelo Ministério Público Federal (MPF) e pela Polícia Federal (PF) e foi alvo de mandados de busca e apreensão na sexta-feira, 28, já se preparava para a eventualidade de assumir o cargo, uma vez que Witzel também enfrenta um processo de impeachment na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).
A primeira reunião de Castro como governador em exercício, na tarde de sexta-feira, 28, foi com a cúpula da segurança pública. Foi decidido que não haverá mudanças na área.
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Na segunda-feira, está prevista uma reunião de Castro com todo o secretariado.
Com informações do Estadão Conteúdo