Rio de Janeiro - RJ  - 11/10/2020 - Policia - Sepultamento do adolescente, Leonidas, no cemiterio de Inhauma, zona norte do Rio - na foto, Ancelmo e a mae, Dona Alice -  Foto Reginaldo Pimenta / Agencia O Dia - Reginaldo Pimenta / Agencia O Dia
Rio de Janeiro - RJ - 11/10/2020 - Policia - Sepultamento do adolescente, Leonidas, no cemiterio de Inhauma, zona norte do Rio - na foto, Ancelmo e a mae, Dona Alice - Foto Reginaldo Pimenta / Agencia O DiaReginaldo Pimenta / Agencia O Dia
Por GUSTAVO RIBEIRO
Publicado 12/10/2020 12:19 | Atualizado há 4 dias
 Rio - A Polícia Civil informou nesta segunda-feira que a Delegacia de Homicídios da Capital (DHC) vai apoiar a 21ª DP (Bonsucesso) nas investigações da morte do adolescente Leônidas Augusto da Silva de Oliveira, de 12 anos. Ele foi baleado na cabeça na Avenida Brasil, na altura da Favela Nova Holanda, no Complexo da Maré, na sexta-feira, quando ia com a avó a um supermercado. De acordo com a polícia, a apuração do caso está adiantada e agentes realizam diligências para apurar os fatos.
Leônidas foi atingido na companhia da avó, a quem chamava de mãe. O jovem foi baleado durante uma troca de tiros entre dois veículos. Uma mulher que trabalha na região foi atingida no braço esquerdo e já recebeu alta do hospital. A avó não foi ferida. Uma viatura da Polícia Militar estava a poucos metros do local, mas, segundo parentes de Leônidas, só prestou socorro após pressão popular. A PM nega a omissão de socorro e informa que agentes não participaram da troca de tiros com os ocupantes dos automóveis.
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"Quando acabou o tiroteio, ela (a avó) pediu para colocarem ele no carro. Leo ainda estava falando. Mas demoraram uns 40 minutos para resgatá-lo. O pessoal na rua é quem fez pressão, gritando para os policiais: 'Leva! Leva!'", contou Leonice Silva, tia de Leônidas que também ajudou na criação do menino, que morava com o pai - a mãe biológica mora no Nordeste. O menino foi sepultado na tarde deste domingo no Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte do Rio.
Mulher ferida confirma versão de parentes do menino
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Baleada no braço durante o tiroteio de sexta-feira, na Avenida Brasil, Neilany Martins afirmou ao DIA no domingo que policiais militares negaram socorro duas vezes, mesmo cientes da gravidade dos ferimentos. Funcionária de logística de uma empresa da região, ela estava no ponto de ônibus quando criminosos em um carro dispararam contra um homem, que reagiu. Neilany tentou correr para dentro de um supermercado, mas foi atingida no braço esquerdo. Ela foi atendida no Hospital Federal de Bonsucesso (HFB) e liberada no mesmo dia.
"Eu estava no ponto de ônibus esperando para voltar para casa. Quando deu os tiros, corri em direção ao mercado, mas antes de chegar lá senti meu braço quente. Fui pedir ajuda para alguém, ninguém me ajudava. Aí falaram: 'vai falar com a polícia'. Os policiais me viram, mas não me atenderam. Disseram para eu ficar sentada e não me levaram para o hospital", contou Neilany. Minutos mais tarde, ela teria a ajuda negada mais uma vez. "Minha chefe mandou um carro da empresa para me socorrer. Nesse momento passou outra viatura. Um mototaxista pediu para me ajudarem, mas os PMs disseram: 'não podemos socorrer'", acrescentou.