Professora Maria Cristina José Soares - Reprodução / Redes Sociais
Professora Maria Cristina José SoaresReprodução / Redes Sociais
Por O Dia
Rio - A professora Maria Cristina José Soares, 56 anos, que morreu nesta terça-feira, após ter sido atropelada ao lado do marido na noite do último dia 30, por um carro dirigido pelo jogador de futebol Márcio Almeida de Oliveira, o Marcinho, foi cremada na tarde desta sexta-feira, às 16h, no Cemitério da Penitência, no Caju, Zona Norte do Rio. A cerimônia de despedida foi restrita aos familiares e amigos.
A família da professora e coordenadora do curso de engenharia ambiental do Cefet/RJ precisou entrar com um pedido de liminar para a expedição de um alvará para autorizar a cremação do corpo. A demora aconteceu porque a promotoria pediu o laudo de necropsia do Instituto Médico Legal (IML).
Publicidade
Em casos de morte violenta, a cremação só é realizada mediante autorização judicial pelo fato de poder existir inquérito policial ou ação penal para apurar as causas das mortes, como no caso da professora.
Polícia faz nova perícia em carro de Marcinho, após morte de professora
Publicidade
Peritos do Instituto de Criminalística Carlos Éboli realizaram, nesta quinta-feira, uma perícia complementar no automóvel do jogador Marcinho para verificar a velocidade do automóvel durante o atropelamento do casal de professores no Recreio dos Bandeirantes, Zona Oeste do Rio, no último dia 30. Maria Cristina José Soares, de 56 anos, morreu na terça-feira (5). O marido da professora, Alexandre Silva Lima, de 44 anos, morreu no local do acidente.
Segundo o delegado Alan Luxardo, titular da 42ª DP (Recreio dos Bandeirantes) e responsável pela investigação, o objeto da nova perícia é comparar os estragos do acidente com a velocidade que o veículo estava na ocasião.
Publicidade
"Pedi uma perícia complementar para verificar a velocidade aproximada do automóvel no momento da colisão. A perícia de local com perícia do veículo irão estabelecer um bom parâmetro", disse Luxardo.
Investigação aponta que Marcinho estava acima da velocidade
Publicidade
O delegado Alan Luxardo também informou que a evidência é que o jogador de futebol Marcinho estava a uma velocidade maior do que a informada na hora do acidente. No entanto, apenas o laudo pericial poderá constatar a informação. Marcinho será indiciado por duplo homicídio culposo.
Na noite do acidente, o veículo dirigido pelo jogador tirou a vida do professor Alexandre Silva Lima, de 44 anos. Sua companheira Maria Cristina José Soares, 56, chegou a ser socorrida, ficou uma semana internada e morreu nesta terça-feira (5). Os dois eram professores do Cefet, o Centro Federal de Educação Tecnológica Celso Suckow da Fonseca.
Publicidade
Em depoimento, Marcinho disse que o casal atravessou fora da faixa de pedestres, garantiu que não estava embriagado e que dirigia em baixa velocidade – a cerca de 60km/h, abaixo do limite de 70km/h da pista. Apesar da versão, o veículo, uma Mini Cooper preta, ficou destruído. O jogador disse que não socorreu as vítimas porque teve medo de linchamento.
O veículo está registrado em nome de uma empresa de produtos hospitalares cujo sócio é Sergio Lemos de Oliveira, pai e empresário de Marcinho. Após ser localizado e submetido a perícia, o carro foi rebocado por um guincho da seguradora até a garagem da casa do pai de Marcinho - a partir daí a Polícia Civil passou a considerar o jogador suspeito.