Água da Cedae teve níveis recordes de geosmina do ano no fim de janeiro
Alta concentração da substância foi registrada de duas semanas para cá
Moradores reclamam da qualidade de água que recebem em casaReginaldo Pimenta / Agência O Dia
Por O Dia
Rio - Relatórios feitos pela Cedae mostram que a água captada para a estação de tratamento do Guandu teve níveis recordes de geosmina do ano no fim de janeiro. A água examinada no dia 25 apresentou concentração de 0,318 micrograma da substância por litro de água (µg/l). Já no dia 27, o volume foi de 0,259 µg/l e no dia 30, 0,260 µg/l.
Na mesma semana, houve outros números elevados, como dia 26, que apresentou concentração de 0,165 µg/l, e dia 28, com 0,128 µg/l. Fevereiro começou com o volume de 0,118 µg/l, no dia 1º, último dia com dado disponível.
Desde a última crise da geosmina, no início de 2020 - que chegou a ter 1,96 µg/l da substância na água -, a concentração tem sido menor do que 0,010 µg/l. Mas a partir do dia 9 de janeiro, esse volume começou a aumentar.
A geosmina é uma substância química produzida pela decomposição de algas que deixa a água com cheiro e gosto de terra. Apesar de relatar a presença da substância na água que distribui à população, a Cedae diz que ela não faz mal à saúde.