Deputado Flavio Serafini (PSOL) afirma que irá recorrer da decisão do TJ que permite o retorno das aulas presenciais no município do Rio de Janeiro
Deputado Flavio Serafini (PSOL) afirma que irá recorrer da decisão do TJ que permite o retorno das aulas presenciais no município do Rio de JaneiroRafael Wallace/Alerj
Por O Dia
Rio - O deputado Flavio Serafini (PSOL) afirmou, nesta terça-feira (6), que irá recorrer da decisão do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) que liberou o retorno das aulas presenciais nas creches e escolas públicas e particulares do município do Rio de Janeiro. A decisão foi do presidente do TJRJ, desembargador Henrique Carlos de Andrade Figueira, derrubando uma liminar provisória, assinada no último domingo (4), que suspendia as aulas presenciais.
"Enquanto a gente estiver em bandeira roxa, têm que ser adotadas as medidas de restrição. Fechar as aulas presenciais nas escolas é uma dessas medidas. Estou me dedicando a isso porque as escolas são espaços de convívio coletivo e são, portanto, espaços mais suscetíveis ao contato", o deputado afirmou em transmissão ao vivo no Facebook.
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Serafini também critica o posicionamento do governador em exercício do Rio, Cláudio Castro (PSC), e de prefeitos de municípios fluminenses, como Eduardo Paes (Democratas) e Washington Reis (MDB), da capital e de Duque de Caxias, respectivamente. Para o deputado, o discurso de que estão sendo abertos novos leitos, como anunciado pelo governo do Estado na semana passada, não garante a segurança necessária para o retorno das aulas presenciais.
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"Hoje, no Rio de Janeiro, faltam medicamentos para abrir novos leitos. A gente tem unidades hospitalares tendo que fechar leitos porque não tem medicamentos para manter os leitos funcionando", o deputado filiado ao PSOL destaca a falta do "kit intubação". Na semana passada, o governo do Estado declarou que aguardava uma nova remessa dos medicamentos, entregue pelo Ministério da Saúde.
Segundo o Painel Covid-19 desta segunda-feira (5), no estado do Rio de Janeiro, a taxa de ocupação nos leitos de UTI do estado aumentou, em 24 horas, de 89,5% foi para 90,7%. A média de tempo de espera desde a solicitação por um leito até a reserva para a UTI está em 17 horas e para a enfermaria está em 4,5 horas, cuja ocupação está em 80,1%.
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"Nós estamos à beira de um colapso. Pessoas passam a morrer enquanto esperam atendimento. Nessas condições, em bandeira roxa, com alto índice de contágio, manter escola aberta e transporte público lotado é criminoso. A gente vai continuar lutando pra que as atividades [presenciais] sejam interrompidas", Serafini garantiu pouco antes de encerrar a transmissão.