Centro de preparação CIAA da Marinha fica na Av. Brasil, altura da Penha, na Zona Norte
Centro de preparação CIAA da Marinha fica na Av. Brasil, altura da Penha, na Zona Norte Lucas Menezes
Por O Dia
O Ministério Público Federal (MPF) investiga condições sanitárias em uma das bases da Marinha na Av. Brasil. A ação foi motivada por denúncias de militares do Centro de Instrução Almirante Alexandrino (CIAA) que relatam desrespeito às medidas de prevenção à covid-19.
Alunos do curso de preparação de cabos, que preferiram não se identificar, disseram a reportagem de O DIA que alojamentos ficam lotados, militares circulam sem máscara e que não há o distanciamento necessário em atividades. 
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A situação de desrespeito ás regras acontece em todos os ambientes compartilhado pelos militares: alojamentos, banheiros, refeitório e salas. Os denunciantes também dizem que não há distribuição de álcool em gel e aferição de temperatura no acesso à base. 
Após o MPF instaurar a investigação, alunos contam que tem sido alvo de ameaças de punição ordenadas por superiores. "Fizeram a nossa turma passar horas no sol como punição pelas denúncias feitas", conta um candidato do curso de cabo. 
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De acordo com os relatos, no início da pandemia as turmas chegaram a ser divididas turnos e dias diferentes para evitar a aglomeração, mas a medida não durou muito tempo. "Agora estão juntando todos de propósito por causa das reclamações", conta outro aluno. 

O CIAA possui em seu quadro atualmente cerca de 2,7 mil alunos. Os militares fazem parte de grupos que buscam progressão de carreira, como a promoção ao posto de cabo. As turmas costumam ter um ano de duração.