Após ser preso em Niterói, João Felipe Barbieri foi levado à CIDPOL, no Jacare, na Zona Norte do Rio
Após ser preso em Niterói, João Felipe Barbieri foi levado à CIDPOL, no Jacare, na Zona Norte do RioReginaldo Pimenta / Agencia O Dia
Por O Dia
Rio - O traficante de armas João Felipe Barbieri preso, nesta quarta-feira, em operação da Polícia Civil foi o responsável por abastecer comunidades do estado com mais de 1100 fuzis, além de 300 mil munições. A informação foi passada pelo diretor do Departamento Geral de Polícia Especializada, Felipe Curi, durante coletiva de imprensa. Barbieri estava foragido desde novembro, após sair de Bangu pela porta da frente em esquema de alvarás falsificados. 
"Essas pessoas colocaram aqui no Rio de janeiro mais de 1100 fuzis num período de três anos, mais de 300 mil munições nesse período. A gente não poderia deixar que um criminoso de altíssima periculosidade, como é o João Felipe Barbiéri ficasse em liberdade e voltasse a abastecer as comunidades, as favelas do Rio de Janeiro com armas de fogo, fuzis, munições granadas, enfim. Essas armas que acabam gerando toda violência aqui no Rio", disse Curi. 
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João Felipe Barbieri, que é enteado de Frederick Barbieri, conhecido como "Senhor das Armas", foi preso na manhã desta quarta-feira, na favela do Jacaré, em Piratininga, em Niterói, na Região Metropolitana do Rio. Segundo o delegado da Polinter, Mauro Cezar, o traficante circulou por vários estados antes de ser preso. Ele teria vindo ao Rio para receber valores pendentes em negociações feitas entre a quadrilha e criminosos de comunidades do Estado. 
"Ele estava tentando se rearticular, mas essa volta dele para o Rio de Janeiro teve um motivo, que era receber pagamentos pendentes de criminosos que ainda não tinham pago valores por armas vendidas pelo Barbieri anteriormente. Ele falou que tinha, pelo menos, R$ 500 mil reais por receber", disse o delegado da Polinter, que também participou da coletiva na Cidade da Polícia. 
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Condenação
João Felipe Barbieri é condenado a 27 anos de prisão por associação para o tráfico e tráfico internacional de armas e é enteado de Frederick Barbieri, conhecido como o "Senhor das Armas" e que está preso nos Estados Unidos.
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João é apontado como um dos maiores traficantes de armas do mundo e era um dos principais integrantes da quadrilha do padrasto. O bando foi responsável por enviar milhares de fuzis para o Brasil, que seriam distribuídos para as maiores facções criminosas do Rio de Janeiro. As armas eram escondidas em aquecedores de piscina. João estava preso desde 2017 e saiu da cadeia em 18 de novembro de 2020, segundo as investigações.