Fim de salário e foro privilegiado para Witzel após impeachment
Pelo Twitter, o agora ex-governador criticou o resultado do julgamento, discutiu com parlamentares pela web e chegou a comparar o tribunal com o 'Estado Islâmico'
O governador afastado Wilson WitzelDaniel Castelo Branco / Arquivo
"Não desistirei jamais do cargo a que fui eleito. Espero um julgamento justo e técnico. As alegações finais do deputado Luiz Paulo são desprovidas de prova e demonstram toda sua frustração por seu grupo ter sido derrotado nas eleições, diga-se o grupo do Cabral e Picciani", defendeu o ex-governador no Twitter.
Após o encerramento da sessão e a divulgação do resultado, Witzel criticou a forma que o tribunal foi executado e afirmou que o fundamento do voto do relator do caso seria contrário a técnica jurídica. "Lamentavelmente o Relator Deputado Waldeck Carneiro do @ptbrasil está usando exclusivamente a delação de Edmar Santos para fundamentar seu voto, absolutamente contrário a técnica jurídica sem compromisso com um julgamento justo", escreveu.
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"A grande contradição é que o Presidente Lula foi condenado única e exclusivamente pela delação de Léo Pinheiro - réu confesso e desesperado como Edmar - deputado Waldeck Carneiro, delação só vale quando é oposição ao delatado?", completou, horas mais tarde, o governador afastado.