Wilson Witzel, governador afastado do Rio
Wilson Witzel, governador afastado do Rio Luciano Belford
Por O Dia
Rio - O governador afastado do Rio, Wilson Witzel, comparou o Tribunal Especial Misto (TEM) ao Estado Islâmico em uma publicação feita no Twitter, pouco depois de ter sofrido impeachment, na tarde desta sexta-feira (30). A maioria de votos para a cassação definitiva de seu mandato foi atingida por volta das 16h45.
"É revoltante o resultado do processo de impeachment! A norma processual e a técnica nunca estiveram presentes. Não fui submetido a um Tribunal de um Estado de Direito, mas sim a um Tribunal Inquisitório. Com direito a um carrasco nos moldes do estado islâmico, que não mostrou o rosto", escreveu ele.
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No desabafo, internautas criticaram a postura do governador afastado. "Ninguém ganha um impeachment de graça e inocentemente", escreveu um internauta. A publicação foi realizada minutos após Witzel ter discutido, também pelas redes sociais, com o deputado estadual Flávio Serafini (PSOL).
“Este processo de impeachment está ignorando a jurisprudência dos tribunais superiores e continua usando a delação de Edmar, surpreendido com 10 milhões de reais, como única prova contra mim. Será uma terrível mácula para a democracia brasileira. Triste.", disse ele em outro desabafo.
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Ele ainda se queixou sobre o então secretário de Estado de Saúde, Edmar Santos, ter se tornado "herói" no processo. "O delator que escondia (R$)10 milhões no colchão virou herói neste Tribunal, e a única prova para o golpe! Todo Tribunal Inquisitório é unânime. Hoje não sou eu que sou cassado, é o Estado Democrático de Direito!", reclamou Witzel. 


 
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