Diversas autoridades do estado participaram da inauguraçãoFabio Costa/ Agência O Dia

Rio - Uma solenidade inaugurou nesta terça-feira (3) o plenário da nova sede da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), no Edifício Lúcio Costa, no Centro da cidade. O local funcionou por décadas como sede do extinto Banco do Estado do Rio de Janeiro (Banerj), conhecido como Banerjão. A cerimônia abriu os trabalhos da 3ª Sessão Legislativa do biênio na volta do recesso.
O prédio foi adquirido em 2015, quando a Alerj ainda estava sob a presidência do deputado Jorge Picciani, que morreu em maio deste ano. Segundo o atual presidente da Casa, deputado André Ceciliano (PT), o prédio vai ganhar uma placa com a mesa atual e a mesa que o adquiriu. "Encerramos um ciclo de 95 anos e hoje começamos a escrever um novo capítulo na história da nossa democracia nesse novo espaço", celebrou o deputado.
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Durante a inauguração, Ceciliano disse que os parlamentares precisam fazer do novo plenário um espaço sustentável. O edifício conta com estação de tratamento de água, e as pautas, que chegavam a 100 em cada sessão, vão deixar de ser impressas. Além disso, as mesas dos deputados passam a contar com tablets e o local tem também acessibilidade facilitada. Na solenidade, o governador Cláudio Castro relembrou o início de sua carreira como assessor parlamentar e disseque utiliza o aprendizado que adquiriu na Alerj para conduzir o governo do Estado.
"Hoje realmente começa um novo ciclo. A Assembleia Legislativa tem sido fundamental nesse processo de retomada do Rio de Janeiro e eu tive a alegria de aprender nessa casa o que é ser político, a dialogar, a falar, a concordar, a discordar. Esse aprendizado, eu com certeza tenho utilizado na condução do governo do Estado. É uma alegria muito grande, ser hoje um governador que veio do Legislativo", afirmou Castro, que também falou sobre o Regime de Recuperação.
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"Será um semestre muito difícil. Como o presidente (André Ceciliano) disse e eu concordo com ele, teremos que fazer um mau acordo. Esse Regime de Recuperação não será bom para ninguém e, por isso, temos que debater muito, para que esse mau acordo, ainda que seja um mau acordo, sirva para que a gente possa tirar dele o melhor para o nosso estado e para nossa população."

Além dos deputados estaduais e do governador, entre as autoridades que participaram da solenidade estavam os prefeitos do Rio e de Duque de Caxias, Eduardo Paes e Washington Reis, além do presidente do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ), o desembargador Henrique Carlos de Andrade Figueira, o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE), Rodrigo Mello do Nascimento, e o presidente da Câmara do Rio, Carlos Caiado.

Estiveram presentes ainda o procurador-geral de Justiça do Ministério Público do Rio (MPRJ) Luciano Mattos, o defensor público geral do Estado, Rodrigo Baptista Pacheco, e o presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE-RJ), o desembargador Cláudio Luís Braga dell'Orto.
O novo plenário é 27% maior que o antigo, com 185 lugares para receber deputados e assessores. Já a galeria no primeiro andar poderá comportar até 120 pessoas. O painel eletrônico das votações tem alta resolução (7K) com 14 metros e 504 placas de LED. Segundo a Assembleia, ele vai dar maior agilidade e transparência às sessões legislativas. O novo endereço na Rua da Ajuda reúne gabinetes e departamentos administrativos distribuídos pelos 34 andares do edifício, com a unificação em um só lugar das três antigas unidades da Assembleia. A mudança custou R$165 milhões aos cofres públicos.
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"Sejamos austeros e responsáveis com o dinheiro público, e generosos com o povo que mais precisa, do nosso estado do Rio de Janeiro. Quero mais uma vez dizer que a Assembleia não vai faltar ao estado. Vamos votar, como já votamos, discutimos matérias, emendamos as matérias, mas sempre buscando o melhor para o estado do Rio de Janeiro", continuou Ceciliano.
O Palácio Tiradentes, onde ficava a Alerj e que também já foi sede da Câmara dos Deputados e da Assembleia Legislativa da Guanabara, passará a ser o museu do legislativo. A reabertura deve acontecer em outubro. Na cerimônia, o prefeito Eduardo Paes, pediu ao presidente da Casa para que o anexo do Palácio  seja demolido, para que se possa ter a vista da Baía de Guanabara direto para o Palácio. Paes ainda se ofereceu para pagar a implosão do espaço.
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"Um pedido ousado que me permito fazer aqui, se vossa excelência entender que não vai utilizar aquele anexo, seria belíssimo ele não existir mais e termos a paisagem da Baía de Guanabara direto para o Palácio Tiradentes. Eu posso até pagar a implosão", declarou o prefeito. Ao fim da solenidade, houve uma homenagem as vítimas da covid-19, com a declamação de um poema feita pelo presidente da Casa. 
 
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