Vereador Sandro do Sindicato é sepultado em Duque de Caxias. Enterro teve a presença do prefeito do município, Washington ReisREGINALDO PIMENTA/AGÊNCIA O DIA

Rio - Familiares, amigos e eleitores deram o último adeus a Alexsandro Silva Faria, o Sandro do Sindicato, na manhã desta quinta-feira (14). O corpo do vereador de 42 anos, morto a tiros na quarta-feira, foi enterrado no cemitério Nossa Senhora do Pilar, sob forte comoção. A Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) investiga o assassinato.
De pés descalços, amigos e parentes de Sandros caminharam em cortejo da igreja Adonai, onde o corpo foi velado, até o cemitério Nossa Senhora do Pilar, onde foi enterrado.
"O Sandro deixou um legado. A lembrança que vai ficar para a gente é a lembrança boa, de ser um bom pai, bom filho, bom irmão, bom líder sindical. Em dez meses, também se tornou um bom vereador. Fazia um bom trabalho. É triste a covardia, mas a gente acredita na justiça de Deus. A do homem é falha, mas Deus não falha, não", discursou Marco Silva Farias, irmão de Sandro.
Vereador pelo Solidariedade em primeiro mandato e eleito com mais de 3 mil votos, Sandro estava em uma van quando foi baleado por tiros de fuzil. O veículo estava na Estrada do Pilar, no bairro Pilar, em Duque de Caxias. Ele morreu na hora.
Caxias tem três assassinatos de vereador em sete meses
Sandro é o terceiro vereador morto no município em um intervalo de sete meses. Em março, o vereador Danilo Francisco da Silva (MDB), conhecido como Danilo do Mercado, e o filho dele, Gabriel da Silva, de 25 anos, foram executados em plena luz do dia na Praça Jardim Primavera. Quem assumiu a cadeira do político foi a filha do traficante Fernandinho Beira-Mar, Fernanda Costa.
Em setembro, o ex-policial Joaquim José Quinze Santos Alexandre, o Quinzé, de 66 anos, foi morto a tiros na estrada São João-Caxias, no limite entre Caxias e São João de Meriti. No lugar dele, assumiu Elson da Batata (PL), que já foi preso por suposta agressão contra sua ex-esposa.
Com a morte de Sandro, já são 26 os políticos assassinados no estado do Rio desde 2018. Só na Baixada Fluminense, desde 2016, foram contabilizadas 29 mortes de pessoas ligadas à política na região. De acordo com a polícia, boa parte dos crimes tem relação com disputas que envolvem milícias. Em 2020 a Polícia Civil criou uma força-tarefa para investigar a suspeita de exclusividade de curral eleitoral em área de atuação de grupos paramilitares. A força-tarefa foi criada após o assassinato dos candidatos a vereador de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, Mauro Miranda da Rocha, em setembro, e de Domingos Barbosa Cabral, 20 dias depois.
Colaborou Reginaldo Pimenta