Eduardo Paes durante anúncio de desconto no IPTU no Bangu Atlético Clube, Zona Oeste do RioMarcos Porto/ Agência O DIA

Rio - O prefeito do Rio, Eduardo Paes (PSD), afirmou ter levado ao governador Cláudio Castro (PL) a ideia de realizar, pelo menos, o espetáculo de fogos de artifício em Copacabana e outros "pontos centrais da cidade". Paes anunciou o cancelamento das festas de Réveillon no último sábado (4), após a divulgação da notícia de que parte dos técnicos especialistas consultados pela Secretaria Estadual de Saúde haviam recomendado a não realização da festa.
Segundo Paes, o pedido para Castro foi de que ele levasse a ideia ao Comitê Científico do estado. Até o momento, não há clareza se foi o comitê quem orientou pelo cancelamento, e o governo estadual também não chegou a acatar a ideia, mas a Prefeitura do Rio se adiantou a decidiu pelo cancelamento do Réveillon. O prefeito encontrou o governador na noite de segunda-feira (6).
"Estive agora à noite com o governador Claudio Castro. Pedi que levasse a seu comitê científico a possibilidade de realizarmos ao menos os fogos em Copacabana e em alguns pontos centrais da cidade. Daniel Soranz (secretário municipal de Saúde) irá conduzir as negociações acerca do que é possível ser feito", escreveu o prefeito no Twitter.
Castro: reunião com Paes para discutir 'decisão final' sobre o Réveillon
Cláudio Castro havia anunciado, ainda no sábado, que faria uma reunião com Paes para discutir sobre a decisão de cancelar o Réveillon. Não há a confirmação se haverá um novo encontro entre os dois. O secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, afirmou na segunda-feira em entrevista à 'Globonews' que considera "muito difícil" uma reversão da decisão.
"Eu acho muito difícil [que ocorra] com o cenário que se colocou. É claro que ninguém gostaria de estar cancelando esta festa incrível, mas o clima de insegurança, mesmo com o cenário epidemiológico muito favorável, limita determinadas ações. Então, o prefeito tomou essa decisão e é claro que vai discutir com o governador e técnicos do estado, mas, infelizmente, não há clima para uma festa", declarou o secretário.