Garcia do Vidigal teria sido morto por cometer roubos não autorizadosDivulgação

Rio - A Polícia Militar reforça o policiamento desde domingo (9) nas favelas da Rocinha e do Vidigal, na Zona Sul do Rio. O aumento nas equipes de patrulhamento ostensivo aconteceu após denúncias de que três traficantes locais teriam sido mortos pela cúpula do tráfico.
Em nota, a PM afirma que o policiamento foi reforçado após "possível movimentação criminosa" nas comunidades, e que não há ocorrência de encontro de cadáver a cargo da UPP Vidigal, ou UPP Rocinha.
Uma denúncia divulgada pelo DIA afirma que um assalto a uma mansão em São Conrado, em julho do ano passado, mas divulgado somente há 15 dias, teria sido o estopim para a execução de três traficantes do morro do Vidigal, Zona Sul do Rio. Entre os mortos estaria Neversino Garcia que, em 2016, articulou o resgate do também traficante conhecido como Fat Family de dentro do Hospital Municipal Souza Aguiar.
Execução com autorização da cúpula
Os três criminosos teriam sido mortos por ordem do traficante de apelido Johnny Bravo, com autorização da cúpula do Comando Vermelho que, em meados de 2021, teria proibido assaltos em áreas perto das comunidades da facção para evitar ações policiais. No entanto, Garcia, então chefe do tráfico do Vidigal, teria descumprido a ordem ao autorizar o roubo a essa residência.
Segundo o registro de ocorrência, uma mulher e a filha foram rendidas e obrigadas a entregar joias e dinheiro. No dia 27 de dezembro, o Portal dos Procurados divulgou um cartaz com o nome de um dos criminosos que participou do assalto; outros dois já haviam sido presos. Nas redes sociais, moradores chegaram a comemorar a execução de Garcia, que teria autorizado uma série de roubos a pedestres e a veículos.
Na segunda-feira, dia 10, o portal dos Procurados pediu informações a respeito da possível morte de Garcia e os outros dois criminosos.