Rosimery de Freitas Dario morreu um dia após fazer hidrolipoReprodução TV Globo

Rio - A Polícia Civil investiga a morte de Rosimery de Freitas Dario, de 50 anos, um dia após a realização de uma hidrolipo na Clínica Cemear, em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. De acordo com familiares da vítima, ela foi submetida ao procedimento na segunda-feira, passou mal e chegou a ser atendida novamente pelo médico, que fugiu ao perceber que Rosimery havia morrido.
Ainda segundo parentes, Rosimery recebeu alta na terça-feira e começou a se sentir mal em casa. Ela foi orientada pelo médico Ronald Renti da Rocha, responsável pelo procedimento, a retornar à clínica. No local, foi realizada manobra de reanimação cardiopulmonar (RCP), mas ela não resistiu. As informações são do "Bom Dia Rio", da TV Globo.

Em entrevista ao telejornal, Jeane Cristina, prima de Rosimery, afirmou que Ronald saiu sem dar o atestado de óbito e chegou a se desesperar no local. "O médico estava lá, a aguardando. Chegando lá, ele começou a reanima-la. Eu falei: 'não tem um aparelho, para dar um choque nela, colocar no oxigênio, pois ela está desfalecendo'. E ele fazendo massagem cardíaca nela, soprando a boca dela", disse Jeane, que acrescentou:
"E ele pedindo perdão, ‘me perdoa, me perdoa, fiz tudo o que eu podia fazer’. E eles falaram isso, que era para levar para lá pois tinha suporte. Como não tem suporte e ela morreu ali? Morreu nos braços dele. Ele fugiu. Simplesmente fez errado. Ele sabe o que fez. A gente que não sabe. A gente só sabe que a perdemos".
Ao DIA, a Polícia Civil confirmou que a 59ª DP (Duque de Caxias) instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte. A perícia foi realizada no local e testemunhas estão sendo ouvidas. Diligências estão em andamento para esclarecer todos os fatos.
Outro caso
No dia 17 de dezembro, Maria Jandimar Rodrigues, 39 anos, a morreu após fazer uma hidrolipo na barriga numa clínica localizada no Carioca Offices, prédio anexo ao Carioca Shopping, na Vila da Penha, Zona Norte da cidade.
O médico Brad Alberto Castrillón Sanmiguel foi o responsável pelo procedimento em Maria Jandimar e, em depoimento na 27ª DP (Vicente de Carvalho), responsável pelas investigações, afirmou que a paciente sofria de arritmia cardíaca e que ele não foi informado a respeito.
No entanto, a filha da mulher, Brenda Rodrigues, desmentiu Sanmiguel e negou que sua mãe tivesse o problema de saúde apontado por ele. Os familiares afirmam que a doméstica morreu em decorrência da hidrolipo e acusam o médico de ser o responsável pelo caso.